A face exposta do PT no poder: Os episódios “cabulosos”

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Além da farsa do "Lulinha Paz e Amor", personagem fictício, verdadeiro estelionato eleitoral, que facilitou a aceitação do sindicalista radical e raivoso pelo mercado, episódios cada vez mais "cabulosos" passaram a ocorrer.

O mais escandaloso foi o chamado "mensalão", compra de votos no congresso, através de propinas mensais em um enrolado processo de desvio de verbas públicas através de agências de publicidade e banqueiros "amigos".

Como o PT sempre foi um partido radical de minorias, não conseguia articular maioria no Congresso para aprovar suas medidas.

Quem conviveu com o poderoso Zé Dirceu nessa época, relata o profundo desprezo e arrogância com que tratava os parlamentares, a quem considerava verdadeiros sabujos comprados pela cúpula revolucionária iluminada.

Esse foi um dos motivos que levou Zé Dirceu à cadeia. A profunda ojeriza que seu comportamento causava e às inimizades colecionadas. Além, é óbvio de todos os rolos em que se meteu.

Lula, como sempre, negou tudo, não sabia de nada, ainda acusando ter sido traído pelos companheiros.

Um caráter admirável!

Esse foi o primeiro grande golpe à democracia perpetrado pelo PT, a corrupção, compra e anulação do Poder Legislativo.

À esse escândalo "Master", se juntaram vários outros de menor monta.

Como o caso Waldomiro Diniz, assessor da subchefia de Assuntos Parlamentares da Casa Civil, gravado cobrando propina de um bicheiro para campanhas políticas.

O caso Francenildo, caseiro de Pallocci, que denunciou orgias promovidas pelo ex-ministro e teve seu sigilo bancário quebrado, contas vasculhadas para intimidar e tentar descredibilizar.

O método não surgiu com Vorcaro.

Fidel já utilizava esse método de incriminação e chantagem contra os adversários do regime cubano.

Vou ainda mais longe, já era utilizado desde a antiga KGB de Stalin.

Os dólares na cueca do assessor do deputado José Guimarães, nunca explicados.

Escândalo nos Correios, assessor de licitações, indicado por Roberto Jefferson, então da base governista é gravado recebendo propinas, o que desencadeou o mensalão.

Ocorreu também denúncia pela Revista Veja, que teve acesso à investigações da ABIN de doação de U$ 5 milhões das FARCs para a campanha de Lula.

A investigação foi arquivada e considerada inconclusiva.

Além da corrupção generalizada e do golpe aplicado no Legislativo, Lula começou seus experimentos na aparelhagem do STF.

A princípio indicando ainda juristas respeitáveis, com notório saber jurídico, como César Peluso, Ayres Britto, Eros Grau e Joaquim Barbosa.

Com o estrago causado pelo julgamento do mensalão, Lula passou a indicar militantes explícitos, como Lewandowiski, a partir de 2006.

O medo de denunciar Lula era grande nessa época.

Beneficiado pela economia, que surfava o grande boom de commodites, promovida pela alavancagem chinesa e a condução moderada da economia, sem aventuras, com a preservação do chamado "tripé macroeconômico" pelo tucano Henrique Meirelles no BC e Pallocci na Fazenda, Lula foi salvo pelo gongo.

Poupado nos escândalos, escalou sua segunda aventura no poder.

Pedro Possas. Médico.

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da Redação
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