
Flávio Bolsonaro reage imediatamente e dobra aposta após "manobra" da esquerda

31/05/2026 às 08:46 Política

A equipe de pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou neste sábado (30) uma resposta às representações protocoladas por parlamentares alinhados ao governo Lula junto à Procuradoria-Geral da República (PGR). O pedido solicita a apuração da atuação do senador durante sua recente viagem aos Estados Unidos.
A iniciativa apresentada por integrantes do Psol e da Rede Sustentabilidade questiona a participação de Flávio Bolsonaro em articulações que resultaram na solicitação ao governo norte-americano para que as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) fossem classificadas como organizações terroristas.
Em nota encaminhada à imprensa, a coordenação da pré-campanha do parlamentar classificou a medida como uma tentativa de instrumentalização das instituições. Segundo o grupo, a representação apresentada à PGR demonstra uma estratégia da esquerda de recorrer ao Judiciário para ampliar disputas políticas.
O posicionamento foi assinado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), responsável pela coordenação da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. No documento, ele argumenta que a iniciativa dos parlamentares governistas ocorre em um momento em que o país enfrenta desafios relacionados ao avanço das organizações criminosas.
A nota afirma que “é inaceitável que, enquanto o Brasil sofre sob o domínio de facções criminosas, parlamentares se mobilizem para criminalizar o esforço de buscar cooperação internacional contra o terrorismo”.
O texto também reforça a defesa da cooperação entre países no combate ao crime organizado.
“Se o crime que nos acusam é o de buscar apoio de nações amigas para asfixiar as finanças das facções e unir forças para proteger a população do terror e da violência, assumimos essa culpa com convicção”, complementa.
Ao concluir o posicionamento, a equipe do senador sustenta que a soberania nacional deve estar associada à proteção da população. Segundo a nota, “a soberania nacional serve para garantir a segurança do cidadão de bem, e não para servir de escudo a quem aterroriza o povo”.
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