
Polícia Federal mira a maior influenciadora do Brasil

02/06/2026 às 16:48 Direito e Justiça

A influenciadora Virginia Fonseca voltou ao centro das atenções após informações divulgadas pela revista Piauí indicarem que a Polícia Federal investiga movimentações financeiras consideradas atípicas envolvendo empresas associadas ao seu nome. A apuração teria sido motivada por relatórios produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que passaram a ser analisados pelas autoridades.
O caso surge poucos meses depois de Virginia deixar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets sem qualquer indiciamento. Em junho de 2025, a maioria dos integrantes da comissão rejeitou o relatório final que recomendava o indiciamento da influenciadora e de outras 16 pessoas por supostas irregularidades relacionadas ao mercado de apostas on-line.

Embora tenha escapado das conclusões da CPI, documentos anexados ao colegiado chamaram a atenção dos órgãos de investigação. Os Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) elaborados pelo Coaf passaram a subsidiar análises sobre a origem dos recursos movimentados por empresas ligadas à empresária, bem como a eventual ocorrência de infrações tributárias, financeiras ou de lavagem de dinheiro.
Entre as empresas citadas está a Talismã Digital, sociedade anteriormente mantida por Virginia e seu ex-marido, Zé Felipe. Segundo os dados mencionados pela publicação, a companhia recebeu R$ 22,4 milhões entre março e setembro de 2024. Desse total, R$ 17,7 milhões teriam sido transferidos pela AMP Pay Marketing e Negócios por meio de cinco operações realizadas via Pix.
O Santander teria comunicado as movimentações às autoridades por considerar incompatível o volume financeiro movimentado pela AMP Pay com o enquadramento da empresa no regime do Simples Nacional. De acordo com o banco, a categoria permite faturamento anual de até R$ 4,8 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 400 mil mensais. Outro fator observado foi o endereço comercial da empresa, localizado em um box no Centro de Itajaí, em Santa Catarina.
Outra companhia mencionada nos relatórios é a WPink Suplementos Nutricionais. Conforme a reportagem, o Mercado Pago Instituição de Pagamento informou ao Coaf operações registradas entre 2 de janeiro e 13 de março de 2025. No período, os créditos teriam alcançado R$ 43,6 milhões, enquanto os débitos somaram R$ 43,5 milhões.
Segundo os registros analisados, essas operações foram classificadas como incomuns porque os valores movimentados aparentemente não guardariam relação com o faturamento mensal declarado pela empresa.
Também foi citado um alerta encaminhado pelo Banco Itaú envolvendo a Savi Cosméticos S.A., responsável pela marca Wepink. A instituição financeira informou ao Coaf a existência de movimentações consideradas suspeitas, apesar de a empresa possuir faturamento anual declarado ao Banco Central de R$ 75 milhões.
Em relatório encaminhado em maio de 2024, o Itaú apontou 190 operações que totalizaram R$ 502 mil entre novembro de 2023 e maio de 2024. As transações foram realizadas por meio de depósitos em espécie efetuados em diferentes caixas eletrônicos. Embora esse tipo de recebimento seja relativamente comum no setor de cosméticos, operações fragmentadas costumam gerar alertas nos sistemas de monitoramento financeiro por poderem dificultar a identificação da origem dos recursos.
Os representantes legais da influenciadora se manifestaram sobre os apontamentos. Em relação aos repasses realizados pela AMP Pay à Talismã Digital, o advogado Felipe dos Santos de Paula afirmou que os valores correspondem a pagamentos por “campanhas publicitárias devidamente contratadas”. Segundo ele, todas as operações foram registradas de forma regular e acompanhadas das respectivas notas fiscais.
Sobre as movimentações envolvendo a WPink Suplementos Nutricionais, o advogado Dalmo Jacob do Amaral Jr. declarou que a empresa utiliza ocasionalmente mecanismos de antecipação de recebíveis de cartão de crédito, prática considerada legal e amplamente empregada por empresas de diversos segmentos.
Já em relação aos depósitos em espécie apontados pelo Itaú, a defesa sustentou que os recursos tiveram origem nas vendas realizadas pelos quiosques próprios da marca. Conforme explicado, a empresa operava com 11 unidades em 2023 e ampliou esse número para 13 em 2024, o que justificaria a frequência dos depósitos realizados em dinheiro.
Até o momento, não há informação sobre eventual denúncia formal ou acusação apresentada contra Virginia Fonseca.
Os segredos de Viviane Barci no Caso Master? Dias Toffoli? Alexandre de Moraes? Nem tudo saiu na imprensa... Há informações que a velha mídia brasileira não teve coragem de noticiar. Por esse motivo, acaba de surgir o livro Banco Master – O Caso Blindando Pelo STF.
Ainda não se sabe por quanto tempo essa obra vai estar em circulação. O "sistema", certamente, já está de olho e, por esse motivo, a editora liberou o FRETE GRÁTIS para todo o país. Acredite, o livro é a “autópsia do poder brasileiro”. Não perca essa oportunidade. Clique no link abaixo:
https://www.conteudoconservador.com.br/products/banco-master-o-caso-blindando-pelo-stf-pre-venda








