O vídeo que apresento abaixo expõe a base científica para a existência, em número muito majoritário, de pessoas estúpidas. Pensar custa caro, em termos de consumo de energia. O cérebro humano possui, em média, apenas 2% da massa de um corpo humano, mas o cérebro de pessoas pensantes consome 20% de toda energia gasta pelo corpo humano. O cérebro pensante é uma máquina devoradora de energia.
Quando falo cérebro pensante, quero dizer aquele cérebro capaz de raciocínio abstrato, científico, perscrutador, perquiridor, que não aceita automaticamente a informação como ela lhe chega, mas investiga, examina, sonda minuciosamente, busca descobrir segredos ou detalhes profundos daquela informação. Tudo isso significa um consumo elevado de energia.
O cérebro do estúpido, por outro lado, procura CONSERVAR ENERGIA, já que pensar é trabalho e trabalho significa consumo de energia.
O cérebro do estúpido é um conservador de energia; consequentemente é um cérebro que evita níveis elevados de cognição, de pensamento abstrato, de perscrutação.
Não é difícil, portanto, imaginar que este tipo de cérebro, que aparelha o estúpido, seja esmagadoramente majoritário entre os seres humanos. Isto não é ironia, não é busca de ofensa; é constatação científica. É assim que a Biologia opera. É assim que a evolução Darwiniana forjou o cérebro dos humanos.
(Para perceber-se como o consumo de energia está ao lado da Evolução Darwiniana, faço um longo parêntese, em favor do melhor esclarecimento. A região do AFAR, no leste da África, já foi uma floresta tropical. Ali os macacos, sem sair das árvores, encontravam comida em abundância. Há cerca de 30 milhões de anos, a região começou a transformar-se em uma paisagem de savana. Isto ocorreu em função de um processo geológico intenso, causado pela separação das placas tectônicas arábica, somaliana e núbia, que criou fendas e atividades vulcânicas, alterando drasticamente o relevo (levantamento tectônico), afastamento das placas, criação de um vale de fenda (RIFT) e alteração brutal do clima da região. A floresta tropical dera lugar à savana e os macacos, antes acostumados com a abundância e segurança das árvores, tiveram que que se adaptar ao novo ambiente. Tiveram que viver no chão, enfrentando riscos de animais predadores e andar grandes distâncias para conseguir alimento. Adaptação tem um nome: EVOLUÇÂO DARWINIANA. Pesquisas recentes mostram que um animal quadrupede gasta quatro vezes mais ENERGIA, para ir de A a B, do que um bípede. Foi por isso que os macacos, antes quadrúpedes se tornaram bípedes. Sempre a ENERGIA a ditar a EVOLUÇÃO! Lucy, um esqueleto de Australopitecus Afarensis, com 3,2 milhões de anos, foi descoberto em 24 de novembro de 1974 por Donald Johansson e Tom Gray no deserto do AFAR, Etiópia. Com 40% dos ossos preservados, provou-se que Lucy e seus contemporâneos andavam eretos (bipedalismo). Diz-se que, da cintura para baixo, Lucy era humana e, da cintura para cima, um perfeito macaco. Eu discordo um pouco dessa afirmação. Embora cérebros não deixam fósseis, é necessário que tenha havido alguma evolução cerebral, até para garantir o equilíbrio de um bípede que antes fora quadrúpede. Fecho o longo parêntese)
Arthur Schopenhauer (1788-1860) intuiu perfeitamente o problema. Hoje a ciência corrobora sua intuição.
Embora essas informações estejam estribadas em CIÊNCIA e não visam o achincalhe de ninguém, elas servem para ajudar a entender alguns fenômenos políticos e sociais. Elas servem, por exemplo, para explicar a desenvoltura de políticos desonestos, demagogos, canalhas, que se se servem da mentira, da falsidade, para vencer na vida, sabendo que o que fizeram, fazem e dizem não será mentalmente processado pela maioria das pessoas, justamente os estúpidos. Esses esclarecimentos científicos servem para explicar a destruição dos fatores macroeconômicos de um país, da destruição da indústria, da Educação, da Saúde, feitas por políticos irresponsáveis, bandidos mesmos, sabendo que uma boa dose de demagogia, populismo e canalhice poderão, como sempre, ludibriar a maioria dos imbecis, aqueles possuidores de cérebros conservadores de energia. Servem para explicar porque pessoas honestas (mas estúpidas) elegem e reelegem bandidos e medíocres para o parlamento dos municípios, dos estados e da república. Servem ainda para explicar porque pessoas honestas votam em um idiota, primário, ex-presidiário, condenado, nas três instâncias judiciais, em dois processos-crime por corrupção. Se o leitor pensante já deduziu que estou falando de gente como Luiz Ignorácio Lula da Çilva e seu bando, tenha a certeza: acertou em cheio.
O vídeo abaixo aborda este tema em extensão maior do que o texto acima. Lamento que esteja em Inglês, com legendas também em Inglês, o que pode limitar o entendimento de alguns, principalmente os estúpidos.
José J. de Espíndola
Engenheiro Mecânico pela UFRGS. Mestre em Ciências em Engenharia pela PUC-Rio. Doutor (Ph.D.) pelo Institute of Sound and Vibration Research (ISVR) da Universidade de Southampton, Inglaterra. Doutor Honoris Causa da UFPR. Membro Emérito do Comitê de Dinâmica da ABCM. Detentor do Prêmio Engenharia Mecânica Brasileira da ABCM. Detentor da Medalha de Reconhecimento da UFSC por Ação Pioneira na Construção da Pós-graduação. Detentor da Medalha João David Ferreira Lima, concedida pela Câmara Municipal de Florianópolis. Criador da área de Vibrações e Acústica do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica. Idealizador e criador do LVA, Laboratório de Vibrações e Acústica da UFSC – Agraciado com uma ‘Honorary Session’, por suas contribuições ao campo da Dinâmica, pelo Comité de Dinâmica da ABCM no XII International Symposium DINAME, 2007—Ex-Coordenador de Pós-Graduação das Engenharias III da CAPES/MEC - Professor Titular da UFSC, Departamento de Engenharia Mecânica, aposentado.