
Damares e ex-ministra da Mulher são ameaçadas por militante esquerdista e caso vai parar na polícia

03/06/2026 às 06:58 Política

A senadora Damares Alves e a ex-ministra da Mulher, Cristiane Britto, foram vítimas de sérias ameaças disparadas nas redes sociais.
Primeiramente, um militante disparou o seguinte comentário:
“Eu perco meu réu primário com essa gente que quer obrigar crianças e mulheres a terem filho de estupro”.
A ex-ministra Cristiane Britto respondeu o comentário perguntando se aquilo era uma ameaça, e um outro militante respondeu:
“Sim, vocês têm que pagar. Nós não queremos a liderança de vocês”.
Cristiane vai registrar boletim de ocorrência a respeito do caso e o autor da ameaça deverá ser identificado e responder pela prática criminosa adotada.
Na realidade a intenção da senadora visa sustar uma resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). A norma do Conanda trata de questões relacionadas à interrupção da gravidez em casos previstos na legislação penal, e tenta afastar os pais em decisões envolvendo menores de idade. Na avaliação de Damares, esses temas extrapolam a função regulamentar do conselho e exigem disciplina por meio de lei formal.
“Em vez de fortalecer a articulação entre família, rede protetiva e órgãos de segurança pública, a norma cria mecanismos que relativizam a participação dos responsáveis legais e reduzem a centralidade de instrumentos tradicionalmente utilizados para proteger a própria criança”, afirmou Damares.
Para a senadora, a tal resolução ultrapassa os limites das atribuições do Conanda ao disciplinar temas que dependem de deliberação legislativa. A senadora, que também preside a CDH, argumenta que o conselho foi criado para formular diretrizes e acompanhar políticas públicas voltadas à infância e à adolescência, mas não para criar direitos, restringir prerrogativas previstas em lei ou redefinir regimes jurídicos estabelecidos pelo Congresso Nacional. A resolução assegura, por exemplo, ampla confidencialidade no atendimento também em relação aos pais e responsáveis.
Damares bate forte:
“Quer dizer, os pais não serão comunicados de um possível procedimento de interrupção da gravidez e dos cuidados após a criança ter sido abusada. Os pais, se não forem eles os culpados, precisam participar desse processo de proteção da criança. Nos termos do artigo 20, parágrafo 4º, admite a realização de procedimento sem a presença dos responsáveis legais. Quem vai responder por essa criança? É nesse ponto que o Estado, que o governo ficou preocupado. Quem vai acompanhar a criança? Vai jogar nas costas do médico tamanha responsabilidade, sem um responsável estar presente nesse ato?”.
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