Quando até a medíocre diplomacia de Lula admite o estrago, uma questão fatal vem à tona

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O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, classificou como "inédita" a declaração do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que excluiu o Brasil do grupo de países considerados aliados de Washington. Segundo o ex-chanceler — uma das principais vozes da política externa petista —, a manifestação representa um episódio sem precedentes nos 202 anos de relações diplomáticas entre os dois países:

"Nem quando o Dean Rusk e o Lincoln Gordon estavam conspirando [para derrubar João Goulart], um secretário de Estado excluiu o Brasil da lista de países amigos. É uma declaração impressionante e preocupante", afirmou.

O peso da admissão vem de quem a faz: é o próprio principal articulador da diplomacia de Lula reconhecendo o tamanho do desgaste. Em audiência no Senado americano, Rubio descreveu a América Latina como "repleta de aliados dos EUA" — listando como exceções justamente Nicarágua, Cuba, Venezuela, a Colômbia de Petro e o Brasil. A fala se soma à escalada de tensões: classificação do PCC e CV como terroristas, tarifaço de 25% e nova tarifa de 12,5%. Estar ao lado de Venezuela, Cuba e Nicarágua na lista das "exceções" não é exatamente um atestado de boa diplomacia. O questionamento fatal: quando até o mais experiente diplomata do governo admite que o Brasil foi colocado num isolamento "inédito" em mais de dois séculos de relação com os EUA, qual é o tamanho do preço que a política externa atual está cobrando do país — e o quanto esse distanciamento das democracias ocidentais pode custar à economia e ao cidadão?

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da Redação
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