
Novo relatório médico de Bolsonaro é divulgado e resultado é preocupante

06/06/2026 às 07:07 Política

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou uma frequência maior de episódios de soluço nos últimos sete dias, conforme aponta o relatório médico semanal encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (5). Apesar do aumento das crises, os médicos informaram que o estado geral de saúde permanece estável.
De acordo com o documento assinado pelo cardiologista Brasil Ramos Caiado, o tratamento foi mantido com doses elevadas de medicamentos específicos para o controle dos sintomas, além da adoção de uma dieta rigorosa com baixo teor de acidez.
Segundo o relatório, não foram observadas alterações significativas na condição cardiovascular do ex-presidente. A pressão arterial permanece controlada e não há registros de instabilidade cardíaca durante o período analisado.
“O paciente encontra-se estável do ponto de vista cardiológico, queixando-se apenas de cansaço leve e fadiga, aos médios esforços, e desconforto aos movimentos de flexão e abdução do ombro direito. Pressão Arterial controlada, mantendo instabilidade crônica do equilíbrio corporal e medidas preventivas para redução de risco de quedas”, escreveu o médico.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 27 de março, data em que recebeu alta hospitalar após tratamento contra uma broncopneumonia. A medida foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes por razões humanitárias e possui duração prevista de 90 dias.
A determinação estabelece que a pena seja cumprida integralmente na residência do ex-presidente, sob monitoramento eletrônico por meio de tornozeleira.
A decisão judicial também autoriza visitas permanentes de familiares diretos, incluindo os filhos, além de advogados e profissionais de saúde. No caso dos atendimentos médicos, não há necessidade de comunicação prévia às autoridades, desde que sejam observadas as regras fixadas pela Justiça.
Entre as restrições impostas, Bolsonaro está proibido de utilizar telefone celular, telefone fixo ou qualquer outro meio de comunicação externa, seja de forma direta ou por intermédio de terceiros.
O prazo da prisão domiciliar temporária se aproxima do fim e deverá ser analisado pelas autoridades competentes conforme os critérios estabelecidos na decisão judicial e nas avaliações médicas apresentadas ao Supremo Tribunal Federal.
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