
Advogado aciona o STF sobre suposta rede de "clonagem"

06/06/2026 às 13:16 Direito e Justiça

Uma ação protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF) chamou atenção pelo conteúdo incomum das alegações apresentadas. O advogado Kelmo Martins Bandeira pediu que a Polícia Federal investigue uma suposta organização internacional que, segundo ele, estaria envolvida em clonagem de DNA, manipulação genética, controle mental e substituição de pessoas por clones.
No pedido encaminhado à Corte, o autor cita nomes de grande repercussão nacional e internacional, entre eles o papa Leão XIV, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ator Leonardo DiCaprio. A ação ainda não teve relator definido no STF.
De acordo com a petição, a suposta organização também incluiria a Igreja Católica, Hunter Biden — filho do ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden — e familiares de Leonardo DiCaprio. O grupo é identificado pelo advogado como “666” e “Babilônia”.
O advogado afirma que pessoas teriam sido mantidas em cativeiro, submetidas a alterações genéticas e substituídas por clones. Em outro trecho, a petição sustenta que diversas figuras públicas e até grupos populacionais inteiros teriam sido afetados pelo suposto esquema.
Entre os nomes citados como possíveis vítimas ou envolvidos estão artistas, atletas, empresários e personalidades conhecidas nacionalmente, como Tatau, Claudia Leitte, Wladimir Brichta, Marina Ruy Barbosa, Marcelo Serrado, Samuel Rosa, Neymar, Ronaldo Fenômeno, Hamilton Mourão, Gabigol, Joesley Batista, William Bonner, Fernando Alonso, Miguel Falabella, Wesley Safadão, Solange Almeida, Marília Mendonça, Maiara e Maraisa.
“O projeto GENOMA decodificou o código genético dos humanos. A partir daí iniciou-se uma prática de alteração das características físicas da pessoa, incluindo a possibilidade de alteração de sexo e de qualquer característica física”, afirma o advogado, alegando a existência de “práticas cientificamente comprovadas”.
Em outro trecho da ação, ele sustenta:
“O estrago é de grande monta. Pessoas começaram a ser assediadas e violentamente tiveram a sua genética clonada. Outra pessoa, acompanhada de robôs, assume a identidade genética e a vida do outro. Geralmente quem pratica o crime no Brasil é membro de facção”.
A petição também apresenta alegações incomuns envolvendo algumas personalidades. Entre elas, a afirmação de que o empresário Joesley Batista teria sido visto em determinada ocasião com sexo feminino e grávida. O documento ainda sustenta que a cantora Marília Mendonça estaria viva e que a pessoa que morreu no acidente aéreo de 2021 seria um clone.
Até o momento, não há informações sobre os motivos que levaram o advogado a apresentar a ação diretamente ao Supremo Tribunal Federal. Também não foram divulgadas manifestações dele esclarecendo as alegações contidas no processo.
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