Malafaia reage após Wagner Moura pedir sua prisão
06/06/2026 às 14:40 Direito e Justiça
O pastor Silas Malafaia comentou publicamente a ação judicial movida pelo ator Wagner Moura, que busca sua condenação por supostos crimes de injúria e difamação. O pronunciamento foi divulgado em vídeo publicado na terça-feira (2), no qual o líder evangélico voltou a defender as declarações feitas anteriormente nas redes sociais.
A controvérsia teve origem em uma publicação de Malafaia, na qual ele direcionou críticas ao ator e utilizou expressões como “cretino” e “esquerdista de araque”. O conteúdo passou a embasar medidas judiciais adotadas por Wagner Moura.
Na postagem que motivou a disputa, o pastor escreveu:
"Wagner Moura! Para esse artista cretino, governo bom é dar aumento de R$ 18 para professores e R$ 18 bilhões para o que eles chamam de cultura. Na verdade, é compra de consciência e propaganda de governo. Você está morando no lugar errado, ao invés de EUA, vai morar em Cuba, seu esquerdista de araque!"
Durante o vídeo, Malafaia afirmou ter tomado conhecimento pela imprensa de uma queixa-crime apresentada pelo ator. Segundo ele, além da ação cível por danos morais, haveria também um pedido de responsabilização criminal relacionado à mesma publicação.
"Ele entra com uma ação cível pedindo R$ 100 mil por injúria e difamação. E agora eu estou sabendo pela imprensa, nem meu advogado sabe. Ele entra com uma criminal, pedindo prisão para mim. Quatro anos e meio de cadeia. Tanto a cível quanto a criminal é por causa desse Twitter. Eu vou dizer para vocês por que eu chamo ele de cretino. Ele pertence àquela esquerda caviar, típico da esquerda. Mora em lugar de bacana, anda em classe executiva de aviação, fica em hotéis 5 estrelas, grifes caríssimas e prega socialismo aqui. Então, eu chamo ele de cretino", declarou o pastor.
Na sequência do pronunciamento, Malafaia exibiu uma reportagem que menciona recursos públicos destinados à produção cinematográfica do filme O Agente Secreto. Com base nessas informações, o líder religioso argumentou que parte do financiamento da obra teve origem em verbas públicas.
"O filme que ele participou teve perto de 30% de verba pública. Está aí a prova, não estou mentindo, nem caluniando. Significa que o cachê dele tem 30% de verba pública. Ele disse que não tem nada a ver com a captação do filme, e aí eu chamei ele de cretino por fingir que não sabe de nada. Todo mundo sabe da amizade antiga dele com Lula", acrescentou.
O pastor também acusou o ator de promover críticas ao Brasil em apresentações e manifestações realizadas no exterior, reforçando divergências políticas e ideológicas que, segundo ele, motivam o embate público entre ambos.
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da Redação