Parlamentar tem corpo incendiado com gasolina e não resiste aos ferimentos
06/06/2026 às 15:00 Polícia
O vereador João Luiz Pinheiro Francisco (PSDB), do município de Guaraqueçaba, no litoral do Paraná, morreu na madrugada desta sexta-feira (6/6), após permanecer 39 dias internado em estado grave. A informação foi confirmada pela administração municipal por meio de comunicado divulgado nas redes sociais.
Desde o dia 28 de abril, o parlamentar estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário de Londrina, onde recebia tratamento para as graves queimaduras sofridas após um ataque ocorrido no fim de abril.
Em nota de pesar, a Prefeitura de Guaraqueçaba lamentou a morte do vereador e destacou sua atuação junto à comunidade.
“A Prefeitura Municipal de Guaraqueçaba, informa com profundo pesar o falecimento do senhor João Luiz Pinheiro Francisco. João, que estava como vereador do nosso município, será sempre lembrado pela grande pessoa que foi, e também pelo seu trabalho, dedicação e respeito”, publicou a administração municipal.
O atentado aconteceu na Ilha das Peças, em um estabelecimento comercial pertencente ao vereador. Conforme informações da Polícia Militar do Paraná, um homem se aproximou da vítima, lançou combustível sobre seu corpo e, em seguida, provocou o incêndio.
Imagens registradas por câmeras de segurança mostram o momento da ação criminosa. Nas gravações, também é possível observar pessoas que estavam próximas correndo para tentar prestar socorro imediato ao parlamentar.
Até a confirmação da morte, o investigado respondia por tentativa de homicídio qualificado. A Polícia Civil do Paraná havia apontado agravantes como motivo torpe, emprego de meio cruel e utilização de recurso que dificultou qualquer possibilidade de defesa da vítima.
Com o falecimento do vereador, a tipificação criminal do caso poderá ser alterada pelas autoridades responsáveis pela investigação.
As investigações apontam que o ataque ocorreu em 26 de abril e teria sido previamente planejado. O suspeito, um homem de 49 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar pouco depois da ocorrência.
Inicialmente, o investigado alegou que teria agido em razão de um suposto episódio envolvendo sua filha e a vítima. No entanto, essa versão foi descartada pelos investigadores após a análise dos fatos e dos depoimentos coletados durante a apuração.
Segundo a Polícia Civil, a motivação estaria relacionada a um desentendimento envolvendo uma embarcação que permanecia estacionada de forma irregular na faixa de areia da Ilha das Peças. A situação gerava reclamações de moradores e contava com a participação do vereador em tentativas de mediação do conflito.
Testemunhas relataram aos investigadores que o suspeito demonstrava insatisfação com João Luiz havia algum tempo. Além disso, ele teria sido visto circulando repetidamente pelas proximidades do local antes de colocar o plano em prática.
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da Redação