O povo brasileiro vai bancar o advogado de Moraes nos EUA. Isso custa muito caro e é inconstitucional
08/06/2026 às 10:58 Política
Tudo indica que o Tribunal Federal da Flórida não irá reconhecer legitimidade da AGU, a Advocacia-Geral da União, para fazer a defesa de Alexandre de Moraes na ação das empresas Rumble e Trump Media. Por outro lado, a AGU é órgão do Poder Executivo, subordinado a Lula (PT) e não ao Supremo Tribunal Federal (STF). Porém, na prática, a AGU deverá se limitar a contratar advogado americano. Em dólares. O jornalista Claudio Humberto informa que advogados quase de ponta com atuação na Flórida cobram de US$300 a US$600 (R$3.120) a hora, mas grandes firmas (“big law”) só se mexem a partir de US$1.000 (R$5,2 mil) e as “top partners” ultrapassam US$1.300 (R$6.760) a hora. A depender da duração, processo desse tipo pode custar milhões de dólares.
A AGU recebeu ordens do presidente do STF para defender Moraes, mas é órgão da Presidência, não presta obediência ao chefe do Judiciário.
A separação de poderes, pilar da Constituição de 1988, impede que um poder utilize recursos do outro para fins corporativos ou pessoais.
Moraes é acusado de expedir ordens de censura, inclusive secretas, que violam a Constituição dos EUA, garantidora da liberdade de expressão.
Sem rever ou debater as decisões de Moraes, o regime opta por uma rota que mistura Poderes e expõe o contribuinte a custos muito elevados.
Quer descobrir qual o maior medo de Alexandre de Moraes? Acredite... Trata-se de um conteúdo que em breve pode ser censurado: o polêmico livro "Supremo Silêncio".
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da Redação