
Enquanto esposa de Moraes fecha contratos milionários, Mendonça afirma que realização pessoal não está no dinheiro

09/06/2026 às 18:45 Direito e Justiça

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, declarou que o acúmulo de riqueza não representa sua principal motivação e que a verdadeira realização humana não pode ser encontrada em posições de poder político, financeiro ou institucional.
A afirmação foi feita nesta segunda-feira (8/6), durante uma palestra realizada no auditório da Faculdade Presbiteriana Mackenzie, em Brasília. Ao abordar questões relacionadas a propósito de vida e realização pessoal, o magistrado refletiu sobre sua trajetória no serviço público e sobre o significado de ocupar cargos de destaque.
Mendonça destacou que, embora tenha alcançado uma das funções mais importantes da estrutura jurídica brasileira, isso não representa, por si só, a plenitude da existência humana.
“É interessante que dinheiro não é a minha ambição, nem dedico minha vida a isso. Mas, no serviço público, Deus me proporcionou ocupar uma posição institucional de relevo. Na área jurídica, a de maior relevo da nossa nação”, disse, na tarde desta segunda-feira (8/6).
Durante sua exposição, o ministro observou que muitas pessoas podem imaginar que atingir um cargo de elevada relevância institucional seria suficiente para satisfazer todas as aspirações profissionais e pessoais de alguém.
Segundo ele, mesmo que esse tivesse sido seu principal objetivo — hipótese que fez questão de afastar —, a experiência demonstraria que o exercício de funções de prestígio não é capaz de proporcionar satisfação plena.
“Se esse era o meu grande objetivo — eu quero dizer: não era —, mas se esse fosse, que frustração é alcançar uma posição e saber que ali você não encontra a plenitude da vida e da existência humana”, declarou.
Mendonça prosseguiu afirmando que sua convicção pessoal é de que o sentido da existência não está associado ao exercício do poder, independentemente de sua natureza.
Para o ministro, a busca exclusiva por influência institucional, riqueza ou protagonismo político não conduz à realização duradoura que muitas pessoas imaginam encontrar ao atingir posições elevadas.
“Se esse for o seu propósito de vida, eu que alcancei ao menos, no âmbito do poder institucional, o ápice do que se pode alcançar na área jurídica, digo com todas as letras: não é isso que traz realização. E não é isso que traz realização a mim. E posso dizer, com algum grau de certeza, que também não é isso que traz realização aos meus colegas ou à grande maioria dos meus colegas”, afirmou.
Ao longo da palestra, o magistrado utilizou sua própria experiência profissional para defender a ideia de que a satisfação pessoal e o propósito de vida devem ser buscados para além dos cargos ocupados e das conquistas materiais, destacando que o exercício de funções públicas relevantes não elimina os desafios relacionados ao sentido da existência humana.
Enquanto isso, Viviane Barci - esposa de Alexandre de Moraes, segue fechando contratos milionários, como o do Banco Master no valor de R$ 129 milhões.
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