Havia um espião dentro do Ministério Público de São Paulo: Uma verdadeira ação terrorista

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O homem tinha acesso aos sistemas, conhecia investigações e dominava, enfim, o íntimo funcionamento da instituição criada para combater a criminalidade. E, segundo a apuração, participou do planejamento do assassinato de um promotor de Justiça. Não se trata apenas de corrupção. Trata-se de infiltração.

Há anos o PCC já ultrapassou os limites do que tradicionalmente chamamos de “crime organizado”.

Seu método não é apenas lucrar. É intimidar, infiltrar, neutralizar.

É fazer com que agentes públicos, magistrados, promotores, policiais e testemunhas passem a trabalhar sob a sombra permanente do medo.

Quando uma organização é capaz de penetrar instituições encarregadas de combatê-la, identificar alvos, planejar execuções e utilizar o terror como instrumento de controle, talvez seja hora de perguntar se ainda estamos diante de mera criminalidade organizada. Muitos países já compreenderam a natureza desse fenômeno. O Brasil ainda não. O caso de Campinas não é uma exceção. É um alerta.

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da Redação
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