Só a idiotia política e a memória curta elegeriam Lula

Numa incursão habitual pelo ‘face’ me surpreendi com um vídeo cuja chamada ‘espetaculosa’ era ‘O NOME DA ESPERANÇA É LULA!’.  Tinha um coração ao lado, e uma chamada secundária: ‘O BRASIL VAI VOLTAR A SORRIR’.                      

Fui adiante, mas tive que voltar. Pensei que eu havia lido mal. Fui conferir. Lamentavelmente não foi o que aconteceu. Em princípio eu não acreditava que poderia ter lido algo com essa magnitude de idiotice, com divulgação tão espalhafatosa na internet.                                                                                                      

Esmiuçando um pouco o problema, aqueles que buscam o nome de Lula para ele novamente ocupar a Presidência da República, depois daquele seu nefasto período de dois mandatos consecutivos, de 2003 a 2010, onde a ladroeira sem fim se instalou na política, sem dúvida são os que preenchem TODOS os requisitos que caracterizam ‘OS DEZ PASSOS QUE FORMAM UM PAÍS DE IDIOTAS’, ou seja ‘a idiotocracia política plena’, como é chamada. Nem vou nominá-los porque eles podem ser todos buscados facilmente em pesquisa na ‘web’. Garanto-lhes que nenhum deles deixa de se aplicar à plenitude ao Brasil político e ‘democrático’ dos últimos tempos. Podem me cobrar e replicar à vontade se eu estiver enganado.

Mas os dizeres do vídeo a que me referi no início do texto não destoam de todo o espírito que norteia a campanha política que busca o retorno de Lula à Presidência da República nas eleições de 2018 que se avizinham, ou de algum ‘poste’ seu, se porventura ele for impedido de concorrer (O QUE EU NÃO ACREDITO).

Ora, a ‘memória curta’, sem dúvida, também se enquadra dentro dos requisitos da ‘idiotocracia política plena’ de uma sociedade política. Esse ‘povo’ esquece que Lula governou de 2003 a 2010, deixando como sucessora o seu ‘poste’ Dilma Rousseff, que governou de 2010 a 2016, também desastrosamente.                                                                

Apesar do seu ‘impeachment’, o vice-Presidente que passou a ocupar a Presidência, o ‘constitucionalista’ Michel Temer, do ponto de vista moral, é ‘farinha do mesmo saco’ que Lula e Dilma. 

Além do mais o PT, partido de Lula e Dilma, continua com forte influência no Governo Temer, dando as suas principais diretrizes, mantendo  inclusive o nome que escolheu para ocupar o Comando do Exército, General Villas Bôas, que tem garantido na ‘marra’ a  permanência  do Governo Temer a que também serve com fidelidade canina, apesar de todas as irregularidades já aparecidas, traindo Exército e o Povo Brasileiro.

Mas a ‘cara-de-pau’ de Lula e do PT em se apresentarem agora como ‘oposição’ a Temer e ao quadro político dominante que aí está instalado é algo que mereceria ir para os recordes do ‘Guinnes World Records’.                                                                                                                     

Dos 15 anos de governo cogitados (de 2003 a 2018), o PT ocupou 13 deles (de 2003 a 2016), e Temer, do PMDB, que era ‘Vice’ de Dilma, os restantes 2 (dois) anos. Portanto o PT esteve no comando do poder em 86% do tempo. Não deu nem tempo ainda para Dilma sair inteira do Governo. A ponta do seu ‘rabo’ certamente ainda está dentro do gabinete presidencial do Palácio do Planalto.

Que ‘raio’ de oposição ao governo seria essa do PT e de Lula?  ‘Oposição’ a quem? A ‘eles’ próprios?  A ‘eles’ que são donos de 86% do tempo total, e a quem se deve a maior parte dos estragos (86%) feitos na política e no Governo?

Tomo a liberdade e a iniciativa, por conseguinte, como simples cidadão, de indicar a campanha eleitoral do PT ao prêmio ‘cara-de-pau’ do ‘Guiness World Records’.

___________


___________

___________

Sérgio Alves de Oliveira

Advogado, sociólogo,  pósgraduado em Sociologia PUC/RS, ex-advogado da antiga CRT, ex-advogado da Auxiliadora Predial S/A ex-Presidente da Fundação CRT e da Associação Gaúcha de Entidades Fechadas de Previdência Privada, Presidente do Partido da República Farroupilha PRF (sem registro).

Siga-nos no Twitter!

Mais de Sérgio Alves de Oliveira

Comentários