Morre princesa que estava hospitalizada há três anos

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A princesa Bajrakitiyabha, filha mais velha do rei Vajiralongkorn da Tailândia, morreu aos 47 anos após permanecer mais de três anos internada em decorrência de complicações de saúde iniciadas em dezembro de 2022. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (12) pela Casa Real tailandesa.

Segundo o comunicado oficial, a princesa faleceu na tarde de quinta-feira (11), no Hospital Chulalongkorn, em Bangcoc, em razão de uma deterioração progressiva de seu quadro clínico, agravado por uma infecção abdominal. O rei determinou que o funeral seja realizado com as mais altas honras, e o corpo será levado ao Grande Palácio.

Bajrakitiyabha foi hospitalizada em 14 de dezembro de 2022, após perder a consciência enquanto treinava cães para uma competição na cidade de Nakhon Ratchasima. Na época, a Casa Real informou que ela sofreu uma inflamação no coração e uma grave alteração do ritmo cardíaco provocadas por uma infecção bacteriana.

No último boletim médico divulgado, em maio deste ano, o palácio informou que a princesa enfrentava uma grave infecção associada a um quadro inflamatório no intestino grosso, além de apresentar pressão arterial baixa, arritmia e problemas de coagulação sanguínea. De acordo com a nota oficial, apesar dos cuidados contínuos da equipe médica, seu estado de saúde piorou gradualmente até o falecimento.

Nascida em 7 de dezembro de 1978, Bajrakitiyabha era a única filha do primeiro casamento do rei Vajiralongkorn com a princesa Soamsawali. Após a ascensão do pai ao trono, em 2016, ela passou a desempenhar papel de destaque em cerimônias oficiais e na representação internacional da Tailândia, chegando a ser apontada como possível herdeira da Coroa.

Doutora em Direito pela Universidade de Chicago e formada em Relações Internacionais, a princesa também teve atuação diplomática. Foi embaixadora da Tailândia na Áustria entre 2012 e 2014 e representou o país em diversos organismos das Nações Unidas, incluindo a ONU Mulheres e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Solteira e sem filhos, era conhecida por manter uma vida discreta.

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da Redação
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