Testemunha da morte de jovem lançada sem corda em rope jump desabafa: 'Era para ser eu'

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Uma das pessoas que aguardavam para participar da atividade de rope jump na manhã deste sábado (13), em Limeira (SP), afirmou que poderia ter sido a vítima do acidente que matou a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. Ela morreu após ser lançada de uma plataforma de aproximadamente 40 metros de altura sem a corda de segurança.

Higor William Diniz Ferreira, que também faria o salto, contou que somente não entrou antes na fila porque saiu de casa com atraso. Segundo ele, a diferença de cerca de 40 minutos foi suficiente para que Maria Eduarda realizasse a atividade antes dele.

"Foi livramento. Era pra ser eu, porque era pra eu ter saído de casa hoje 6h pra ir pra lá. Porém, acabei me atrasando e saí 6h40. O salto meu, entre eu e essa mulher, era tipo de cinco a dez pessoas. Era o tempo que eu me atrasei. O tempo que ela passou na minha frente", relatou.

O morador de Vinhedo (SP) explicou que foi ao local acompanhado de uma amiga e que não conhecia a jovem. Ele contou ainda que decidiu contratar o serviço após ver anúncios e divulgações da empresa responsável pelas atividades nas redes sociais.

"Foi por rede social, tudo eu vi, fizeram, o professor fez salto lá, falou que tem 4, 5 anos de experiência, trabalha lá, e nunca tinha acontecido nada", afirmou.

Vídeos compartilhados na internet mostram os instantes que antecederam a tragédia. Nas imagens, funcionários conduzem Maria Eduarda até a plataforma e realizam o lançamento. Segundos depois, pessoas que acompanhavam a atividade percebem a ausência do equipamento de segurança e gritam: "a corda", "gente, a corda".

De acordo com Higor, antes do acidente outros participantes realizaram seus saltos normalmente e os equipamentos eram conferidos pela equipe. No entanto, segundo seu relato, a verificação não teria sido feita no caso da jovem.

"Todos os rapazes verificaram se estava certo, só que o da mulher eles não verificaram. Foram três rapazes e os três ignoraram o fato dela ser lançada daquele jeito", declarou.

Ele também explicou que os clientes recebiam instruções de segurança antes da atividade e que Maria Eduarda optou pela modalidade em que o praticante é impulsionado pelos instrutores diretamente da plataforma.

Veja:

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da Redação
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