
Mendonça é acionado e Vorcaro deve voltar à Papuda

14/06/2026 às 10:28 Direito e Justiça

A Polícia Federal rejeitou, pela segunda vez, a proposta de acordo de colaboração premiada apresentada por Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Após a nova negativa, a corporação solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorize o retorno do ex-banqueiro ao Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.
A comunicação sobre a recusa foi encaminhada aos advogados de Vorcaro por meio de um e-mail enviado na quinta-feira, 11. Paralelamente, os delegados responsáveis pelo caso sustentaram, em manifestação dirigida ao relator do processo, que não há mais motivo para a permanência do investigado na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.
A transferência para a unidade da PF foi autorizada por André Mendonça em março, quando as negociações para um possível acordo de delação premiada estavam em andamento. O objetivo da medida era facilitar os encontros entre Vorcaro e sua equipe de defesa durante as tratativas.
Desde então, foram apresentadas duas propostas de colaboração às autoridades, mas ambas acabaram rejeitadas pela Polícia Federal. Em tese, a falta de avanço nas negociações elimina a razão que justificou a mudança de local de custódia, abrindo caminho para que o investigado seja reconduzido ao sistema prisional comum.
Entretanto, a definição ainda depende de uma etapa considerada indispensável. A Procuradoria-Geral da República (PGR), que também acompanha e participa das negociações com a defesa do ex-banqueiro, ainda não concluiu a análise da segunda proposta apresentada.
Enquanto não houver um posicionamento oficial da PGR, o procedimento não pode ser considerado encerrado. Embora a manifestação do órgão tenha caráter essencialmente formal, ela é necessária para finalizar o processo relacionado à eventual colaboração premiada.
O histórico das negociações recentes reforça a cautela adotada pelas autoridades. Na primeira tentativa de acordo, a Polícia Federal também recusou a proposta de Vorcaro. Naquela ocasião, porém, a Procuradoria-Geral da República adotou entendimento diferente e manteve aberta a possibilidade de continuidade das tratativas, permitindo que novas conversas fossem iniciadas.
Diante desse cenário, Daniel Vorcaro deverá permanecer, ao menos por enquanto, sob custódia na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, aguardando a manifestação definitiva da PGR sobre a mais recente proposta de colaboração.
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