O envolvimento do Alcolumbre com o Master, talvez seja o ápice das oportunidades para os senadores se redimirem

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As denúncias que apontam para o recebimento de 30 milhões de dólares (155 milhões de reais) por parte do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, originados do banqueiro Daniel Vorcaro do Banco Master, não deixa dúvida; os senadores precisam reagir imediatamente sob pena de serem acusados de cumplicidade do ilícito. Em outras palavras, serão considerados aliados na corrupção.

Há anos o Senado Federal é ridicularizado por ações extremamente comprometedoras, antirrepublicanas e antidemocráticas, que dão margem para o reconhecimento como cupinchas na politicagem que apodrecem os alicerces das instituições nacionais. Tudo isso é registrado pela inércia na primeira gestão de Alcolumbre como presidente do Senado, depois, por atos contínuos, do senador Rodrigo Pacheco, e novamente no atual mandato do amapaense.

Desta feita, essa verdadeira bomba que atinge frontalmente o senador, e o Senado Federal por extensão, expõe, inclusive, a atuação do Alcolumbre, e do seu grupo, no estado do Amapá. As denúncias contra eles no estado do norte brasileiro alcançam o conluio e a conivência de autoridades do estado, corroborado, por analogia, com a ideia do mesmo modus operandi com o STF. Neste caso, é como se um protegesse o outro, vergonhosamente!

O afastamento de Alcolumbre é uma necessidade para um desnecessário. Um detalhe: quem assume se o esperado afastamento do Alcolumbre acontecer é o senador Altineu Côrtes do PL/RJ.   

E não tem outra expressão para identificar o que cabe aos senadores para colocar ordem na casa: questão de vergonha na cara!

Foto de Alexandre Siqueira

Alexandre Siqueira

Vice-presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Independente e Afiliados - AJOIA Brasil - Colunista Jornal da Cidade Online - Autor dos livros Perdeu, Mané! e Jornalismo: a um passo do abismo..., da série Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa! Visite:  http://livrariafactus.com.br

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