Eduardo é covardemente condenado pelo STF em julgamento cruel (veja o vídeo)

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Acabou de acontecer.

O STF formou maioria para condenar Eduardo Bolsonaro.

Mas, para além do nome envolvido, existe uma questão muito mais profunda que precisa ser debatida.

Que precedente está sendo criado quando articulações políticas, manifestações públicas e contatos com autoridades estrangeiras passam a ser interpretados como elementos para uma condenação criminal?

Independentemente da posição de cada um sobre Eduardo Bolsonaro, a discussão que surge agora é sobre os limites da atuação política e da liberdade de expressão em uma democracia.

Porque decisões judiciais passam.

Mas precedentes permanecem.

Hoje o alvo é um parlamentar identificado com a direita.

Amanhã, o entendimento construído nesse caso poderá ser aplicado a qualquer outro agente político, de qualquer corrente ideológica.

Por isso, o debate não deveria ser apenas sobre Eduardo Bolsonaro.

Deveria ser sobre o tamanho do poder que o Estado passa a concentrar quando amplia sua interpretação sobre o que pode ou não ser considerado atuação política legítima.

Os fatos passam rápido.

Mas os precedentes que eles criam costumam durar muito mais do que as manchetes.

Emílio Kerber Filho

Escritor e Estrategista Político. Criador do método Arquitetura Eleitoral:
https://emiliokerber.com.br/

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