O mundo evoluiu, o Brasil precisa acompanhar: A camisa pesa, mas já não joga sozinha

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A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 deixou uma sensação desconfortável entre torcedores e analistas.

O empate em 1 a 1 diante do Marrocos não foi apenas um tropeço. Foi um alerta.

Durante boa parte da partida, a equipe marroquina mostrou organização, intensidade e personalidade. Em diversos momentos, foi superior ao Brasil e esteve muito próximo de sair de campo com a vitória.

O gol de empate brasileiro, marcado por Vini Jr., evitou um resultado ainda mais frustrante, mas não apagou as dificuldades apresentadas dentro das quatro linhas.

O que mais chamou a atenção, porém, não foi apenas o desempenho da Seleção.

Foi o desempenho do adversário. Marrocos entrou em campo sem medo. Sem reverência. Sem complexo de inferioridade.

E isso diz muito sobre o futebol moderno.

Durante décadas, bastava vestir a camisa amarela para impor respeito. Hoje não mais.

As seleções chamadas "emergentes" investiram em formação, estrutura, preparação física e desenvolvimento tático.

Muitos de seus atletas chegam às grandes competições atuando nos principais campeonatos da Europa.

Alguns jovens jogadores marroquinos, ainda no início da carreira, demonstraram maturidade digna de veteranos, controlando a posse de bola, pressionando a saída brasileira e executando o plano de jogo com disciplina impressionante.

Enquanto isso, o Brasil apresentou dificuldades na marcação, espaços excessivos entre os setores e pouca criatividade durante grande parte do confronto.

No mesmo Mundial, a Alemanha goleou Curaçao por 7 a 1, demonstrando exatamente aquilo que os torcedores brasileiros gostariam de ver em sua seleção: intensidade, organização e objetividade.

Nas redes sociais, uma frase irônica começou a circular:

"Joguem como se estivessem jogando contra o Brasil."

A frase provavelmente jamais foi dita pelo treinador alemão. Mas a brincadeira revela algo preocupante.

O Brasil deixou de ser visto apenas como referência.

Passou a ser também um adversário que muitos acreditam ser possível enfrentar de igual para igual.

Isso não significa que a Seleção tenha perdido sua grandeza.

Nem significa que esteja eliminada ou condenada ao fracasso. Significa apenas que o futebol mundial evoluiu. E que o respeito conquistado por cinco títulos mundiais continua existindo.

Mas respeito, hoje, não ganha partidas.

O que ganha partidas é preparo, intensidade, organização e futebol.

A camisa pesa. Mas já não joga sozinha.

E talvez essa seja a principal lição deixada pela estreia brasileira nesta Copa do Mundo.

da Redação
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