PM morre após envenenar taça de vinho em encontro com a ex. Mulher desconfiou e trocou taças sem ele perceber

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O policial militar José Maria Alexandre da Silva Júnior  morreu no dia 11 de junho, após passar mal no apartamento da ex-mulher, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. O caso é investigado como "morte a esclarecer", e a hipótese de envenenamento ainda não foi confirmada ou descartada, pois depende de laudos periciais.

A defesa da ex-companheira do policial militar afirmou na terça-feira (17) que ela percebeu que ele havia trocado as taças em que bebiam energéticos, na noite anterior à morte dele. De acordo com o advogado, ao perceber o movimento do policial, ela desconfiou de envenenamento e resolveu destrocar as taças antes de beber.

O cabo da Polícia Militar, conhecido como Silva Júnior, era lotado no Regimento de Polícia Montada (RPMont), a antiga cavalaria da PM. A ex-companheira é uma corretora de imóveis de 48 anos, que não teve o nome divulgado.

O G1 relatou os fatos:

“Segundo o advogado Rafael Nunes, que defende a mulher, o ex-casal passou cerca de seis meses junto e, desde março, a mulher era vítima de violência doméstica e possuía uma medida protetiva contra o policial, após episódios de agressão.
O relacionamento era bastante conturbado e a defesa afirma que, apesar da decisão judicial, o PM voltou a procurá-la insistentemente, e por volta da 1h do dia do fato, foi autorizado a subir ao apartamento.
De acordo com o relato apresentado pela defesa, os dois conversavam e consumiam energético quando a mulher percebeu que as taças haviam sido trocadas. Segundo o advogado, os recipientes eram marcados com um ponto preto, porque a mulher subloca quartos do imóvel e costuma diferenciar utensílios usados pelos moradores.
‘Ele tirou a bota, colocou do lado da poltrona, perguntou para ela se tinha energético. Iniciou um papo, pediu gelo, ela foi e, quando voltou, percebeu que as taças estavam trocadas. Ela ficou em estado de choque, perplexa, aflita, com medo. Esperou o melhor momento de destrocar as taças. Pediu para ele pegar sua bota, seu coturno, e deixar na varanda. Ele não percebeu e ela destrocou’, disse o advogado.
Ainda segundo Rafael Nunes, os dois chegaram a discutir, mas não houve agressões. Entretanto, o policial jogou o celular dele e o da mulher pela janela, por ciúmes.
Os dois foram dormir e, no quarto ao lado, estava um dos inquilinos da mulher. Pela manhã, por volta das 7h30, ela chegou a comentar com o locatário que tinha percebido uma troca de taças, antes de o policial passar mal.
‘De meio-dia, ele começou a passar mal, ficou roxo, espumando. Ela desceu, pediu socorro e o porteiro chamou o Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência], que constatou o óbito’, informou o advogado Flávio Lapenda, que também integra a defesa.
A versão apresentada pela defesa ainda é apurada pela Polícia Civil. Até o momento, não há conclusão sobre a causa da morte do policial. Ainda segundo Rafael Nunes, o policial era usuário de maconha e, nos pertences dele, foram encontrados remédios e droga.
‘Na mochila dele foi encontrada uma faca peixeira, uma porção de maconha e remédios. A polícia vai identificar se é veneno ou não. Esperamos que não seja veneno. O fato é que, horas depois, ele passou mal, ela chamou o Samu e, posteriormente, foi detectado que ele estava em óbito. Ela foi ouvida não na condição de autuada, mas para esclarecer as questões, detalhou tudo e está à disposição da polícia para esclarecer as eventuais questões’, declarou Nunes.”

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da Redação
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