A Polícia Federal aponta, além do apartamento de R$ 2,45 milhões, o repasse de mais de R$ 5,5 milhões para empresa administrada por parentes do senador, uso gratuito de aeronaves e ingressos para shows no exterior.
O quadro investigativo é pesado. Wagner declarou publicamente que conta com a confiança de Lula e que permanecerá na liderança do governo no Senado.
A repercussão interna foi negativa. A leitura predominante entre auxiliares de Lula é que manter um senador investigado — com celulares apreendidos, apartamento milionário e R$ 5,5 milhões em repasses a parentes — como porta-voz oficial do governo no Senado é um risco eleitoral inaceitável.
Lula, por sua vez, quer que o "galego" entregue o cargo por vontade própria e isso não deve acontecer.
A reunião entre os dois, prevista para esta segunda-feira, deve ser o momento decisivo. A saída de Wagner da liderança complica ainda mais a sua própria reeleição ao Senado pela Bahia em outubro — ele perde o palanque institucional num estado onde o PT precisa de resultado. Lula quer a cabeça do aliado para salvar a própria campanha. Wagner quer ficar para salvar a própria candidatura. Esse é o dilema.
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da Redação