Presidente de banco alvo de nova operação da PF tem fortes ligações com Lula e Dilma e já havia sido preso e condenado na Lava Jato
23/06/2026 às 09:34 Direito e Justiça
O presidente executivo do Banco Digimais — instituição financeira controlada pelo bispo Edir Macedo e alvo de uma operação da Polícia Federal nesta terça-feira (23), é Aldemir Bendine, sujeito que ganhou ficou conhecido ao comandar duas das maiores estatais do país durante os governos do PT: o Banco do Brasil e a Petrobras. Em 2009 foi escolhido por Lula para presidir o Banco do Brasil. Em 2015 foi escolhido por Dilma para presidir a Petrobras.
Em julho de 2017, Bendine foi preso na 42ª fase da Lava Jato. O Ministério Público Federal o acusou de solicitar e receber R$ 3 milhões em propina da Odebrecht em troca de favorecimentos relacionados à Petrobras.
No ano seguinte, foi condenado pelo então juiz Sergio Moro pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Em 2019, a condenação foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que entendeu que a defesa não teve a oportunidade de se manifestar após os réus colaboradores, decisão que abriu precedente para a revisão de outros processos da operação.
Com a retomada da ação penal, Bendine voltou a ser condenado por corrupção. Em 2021, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) confirmou a condenação por corrupção passiva e fixou pena de seis anos e oito meses de prisão.
Após os desdobramentos judiciais da Lava Jato, Bendine retornou ao mercado financeiro. Em dezembro de 2025, assumiu a presidência executiva do Banco Digimais.
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da Redação