
Trump mudou o tabuleiro: o trunfo de Flávio para vencer as eleições (veja o vídeo)

24/06/2026 às 06:50 Opinião

A onda conservadora que avança pela América Latina e o fim da USAID podem criar um cenário favorável para a direita brasileira em 2026.
Algo está mudando no continente, e Brasília parece determinada a ignorar os sinais.
No último domingo, a Colômbia viveu uma das eleições mais importantes de sua história recente. A vitória de Abelardo de la Espriella, político identificado com pautas conservadoras e alinhado ao presidente americano Donald Trump, encerrou o ciclo do governo de Gustavo Petro, o primeiro presidente de esquerda da história colombiana.
A disputa foi apertada, mas o resultado consolidou uma tendência que vem se desenhando em diversos países da América Latina. Depois da vitória de Javier Milei na Argentina, agora foi a vez da Colômbia promover uma mudança significativa em seu eixo político.
Não se trata de um episódio isolado. Há um movimento regional em curso.
Ao mesmo tempo, nos Estados Unidos, Donald Trump concluiu uma das medidas mais simbólicas de sua nova administração: o encerramento das atividades independentes da USAID. A agência, tradicionalmente responsável por programas de assistência internacional, foi incorporada ao Departamento de Estado após o cancelamento da maior parte de seus projetos.
Para setores conservadores, a medida representa muito mais do que uma simples reforma administrativa. Durante décadas, a USAID foi apontada por críticos como um importante instrumento de financiamento de organizações e iniciativas alinhadas a pautas progressistas em diversos países, especialmente na América Latina.
Com o fechamento dessa estrutura, muitos observadores avaliam que a esquerda regional perde uma importante fonte de apoio internacional.
É nesse contexto que surge o principal ativo político de Flávio Bolsonaro para a disputa presidencial de 2026.
O senador não se beneficia apenas do capital político associado ao sobrenome Bolsonaro. Seu maior trunfo pode estar justamente no ambiente político que se forma ao seu redor.
Enquanto governos de esquerda enfrentam desgaste crescente em diferentes países da região, a direita ganha espaço, conquista eleições e amplia sua influência política. Paralelamente, o governo Lula convive com dificuldades econômicas, índices elevados de desaprovação e uma crescente insatisfação popular.
Embora o presidente ainda apareça competitivo nas pesquisas, o cenário de hoje está longe de ser o mesmo de 2022.
A disputa de 2026 poderá ser definida não apenas pelos candidatos, mas pelo contexto histórico que os cerca.
Se a tendência observada na Argentina, na Colômbia e em outras partes do continente continuar avançando, a direita brasileira chegará à próxima eleição impulsionada por uma corrente política internacional favorável e por um ambiente doméstico de desgaste do governo.
Petro ficou pelo caminho. A Colômbia mudou de direção. E a pergunta que começa a preocupar os estrategistas do Planalto talvez não seja mais se a maré está mudando, mas até onde ela poderá chegar quando as urnas brasileiras forem abertas em 2026.
Veja o vídeo:
Emílio Kerber Filho
Escritor e Estrategista Político. Criador do método Arquitetura Eleitoral:
https://emiliokerber.com.br/
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