
Gilmar escancara a briga no STF e ao vivo declara “guerra”

24/06/2026 às 08:12 Direito e Justiça

Em entrevista ao vivo no programa “Roda Viva”, o ministro Gilmar Mendes explicitou a divisão interna no STF. O decano foi ainda mais loge e deu detalhes de como o tribunal está dividido. A jornalista Vera Magalhães deu os nomes dos grupos rivais.
De um lado, a galera mais tenebrosa: Gilmar, Moraes, Dino, Toffoli e Zanin.
“Os demais se dividem em dois grupos que foram alvo de ataques de Gilmar. Ao presidente, Edson Fachin, e a Cármen Lúcia, ele atribui o desgaste de imagem do STF, pela insistência em agendas como o código de conduta do Judiciário. O maior incômodo, no entanto, parece recair sobre André Mendonça, que claramente vem ganhando protagonismo no Supremo com relatorias de casos espinhosos e de alto impacto político, como o Master e o da máfia do INSS.
O fato de Mendonça ter aglutinado maioria na Segunda Turma parece não ter sido bem digerido pelo decano, e o antagonismo agora foi explicitado em rede nacional. A declaração mais explosiva de Gilmar foi quanto aos ‘erros crassos’ que atribuiu ao colega na condução do caso Master. Ele acusou Mendonça de ter tentado interferir nos termos da negociação de delação premiada de Daniel Vorcaro e chegou a insinuar que ela poderia suscitar seu impedimento de continuar à frente do inquérito.”
Gilmar fez essas acusações sem nenhuma prova. Mendonça, por sua vez, conta com maioria na 2ª turma e tem avançado nos processos sob sua relatoria. É claramente o representante da turma do bem no STF e isso despertou a fúria do decano, inconformado com as derrotas que está sofrendo. Por isso, a declaração de guerra.
O jornalista Augusto Nunes, em artigo publicado na Revista Oeste, explicitou as intenções de Gilmar:
“Gilmar Mendes imaginou que também André Mendonça cairia na armadilha utilizada com sucesso nos embates com Joaquim Barbosa e Luís Roberto Barroso: provocar o oponente com apartes irritantes até que seja rebaixado a bate-boca o que deveria ser um confronto de ideias ou opiniões. Joaquim lembrou aos berros que Gilmar não estava falando com capangas a serviço do latifundiário mato-grossense. Barroso buscou socorro na baixaria erudita: ‘Você é uma pessoa horrível, uma mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia’, disse ao inimigo que depois virou amigo de infância. Com Mendonça o truque não funcionou.
O que houve na sessão que manteve na cadeia o pai e um primo de Daniel Vorcaro foi o duelo entre um jovem homem da lei e um especialista em soltura de culpados. Se pudesse, Gilmar já teria devolvido o direito de ir e vir aos poucos prisioneiros engaiolados por patifarias vinculadas ao falecido Banco Master. Como até chicana tem limite, o decano resolveu convencer companheiros de turma de que os acusados mereciam a prisão domiciliar. Derrotado por 3 votos a 1 (o dele), já começou a coleta de vícios imaginários que lhe permitirão propor a anulação do processo. A malandragem deu certo com o fim da Operação Lava Jato, assassinada por excesso de êxitos. Deu certo com Lula, transferido da merecidíssima gaiola para a Presidência da República. Por que não recorrer aos mesmos truques para reprisar o triunfo da bandidagem envolvida no escândalo do Banco Master?”
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