PSOL rebate “choro” por dinheiro de Erika Hilton e tenta conter ‘ciumeira’ com Manuela

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O PSOL rebateu publicamente a cobrança feita pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) à direção da sigla por supostamente descumprir acordos internos e oferecer diferença de tratamento em relação à pré-candidata ao Senado pelo Rio Grande do Sul, Manuela D’Ávila.

Segundo a parlamentar, o presidente nacional do partido, Juliano Medeiros, descumpriu acordos internos em razão de um suposto “privilégio branco e cis”. A deputada também disse ter ficado “chocada e decepcionada” com a situação. Erika alegou que receberá menos da metade dos recursos inicialmente previstos para a campanha de Manuela e que vai ter exatamente o mesmo valor destinado à candidatura do próprio Juliano.

Em nota, o Psol afirma que a pré-campanha de Erika conta com o “maior investimento entre todas as candidaturas proporcionais do partido, diante do limite de recursos disponíveis e da necessidade de financiamento das demais candidaturas”.

A sigla destaca que a distribuição dos recursos está em conformidade com os objetivos do partido para este ano e que “empenha toda a sua energia para derrotar a extrema-direita nas eleições de outubro, ampliando sua bancada de deputados federais e estaduais, conquistando cadeiras no Senado e reelegendo Lula presidente da República”.

“(…) o incentivo — inclusive financeiro, no qual o PSOL é pioneiro — a candidaturas de mulheres, pessoas negras, indígenas, LGBTs e PCDs é uma política consolidada, não havendo debate em torno de mudanças nesse sentido.”

O presidente do PSOL vai disputar sua primeira campanha à Câmara dos Deputados.

Erika participa de sua segunda campanha federal. E Manuela vai disputar o Senado, uma candidatura que, via de regra, recebe mais recursos das cúpulas do partido.

“Respeito a trajetória deles [Manuela e Juliano] e adoraria vê-los eleitos, mas isso é o privilégio branco e cis sobrepondo tudo: os acordos feitos conosco, cálculos eleitorais sérios… A inteligência política passou longe. É uma tentativa de asfixiar quem está na linha de frente em detrimento de um perfil de pré-candidaturas bem específico”, disse Erika por meio do X.

Por trás do discurso identitário, porém, há uma cobrança explícita de fatura pelo fato de ela não ter se transferido ao PT no início do ano.

Erika recebeu convite da direção da Executiva Nacional do PT para deixar o PSOL. A ideia do PT era fazer de Erika a principal puxadora de votos da sigla em São Paulo. O próprio PSOL estima que a parlamentar deve ter entre 700 mil e 1 milhão de votos neste ano.

No entanto, Erika decidiu ficar no PSOL convencida de que seria uma das estrelas do partido, e que teria prioridade na distribuição de recursos do fundo partidário.

“Eu e muitas lideranças decidimos ficar no PSOL para ajudar o partido a superar a cláusula de barreira, porque nossa responsabilidade nestas eleições é gigante: dar nosso melhor, tudo de nós, para reeleger o presidente Lula e garantir uma bancada de esquerda mais forte, maior, para sustentar o governo e disputar a sociedade”, disse ela. 

E complementou:

“Mas, para isso, o PSOL precisa cumprir os acordos que fez conosco. E não está cumprindo. Está rasgando nossos combinados e praticamente nos inviabilizando”, disse a parlamentar.

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da Redação
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