
Finalmente, polícia identifica o suspeito que retirou a câmera de jovem que morreu em salto sem corda

24/06/2026 às 11:17 Polícia

A Polícia Civil identificou quem teria retirado a câmera GoPro presa ao braço de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, jovem que morreu após um salto de rope jump realizado na Ponte do Esqueleto, localizada entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo. O equipamento é considerado fundamental para esclarecer a sequência de acontecimentos que culminou na tragédia, mas ainda não foi localizado pelas autoridades.
De acordo com as investigações, João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, um dos envolvidos presos no caso, foi apontado como o responsável por remover a câmera da vítima após o acidente ocorrido em 13 de junho. Maria Eduarda foi lançada em uma queda livre de quase 30 metros e morreu em decorrência dos graves ferimentos sofridos.
João Antônio foi preso juntamente com Gabriel Barros Martins e Evelyne dos Santos Gonçalves no último sábado (20). Segundo a polícia, Evelyne integrava a equipe responsável pela organização do evento. Inicialmente, os três tiveram a prisão temporária decretada por cinco dias. Entretanto, nesta terça-feira (23), a Polícia Civil encaminhou à Justiça um pedido para ampliar o prazo das detenções para 30 dias, período considerado necessário para a conclusão do inquérito.
As apurações indicam que João Antônio e Gabriel Barros também participavam do grupo “Entre Cordas”, responsável pela realização da atividade. Conforme a investigação, ambos deixaram o local logo após a morte da jovem.
No decorrer das diligências, seis pessoas chegaram a ser conduzidas à delegacia. Entre elas estavam os três instrutores posteriormente presos por homicídio doloso com dolo eventual, além de Evelyne. Enquanto a mulher e outros dois homens foram liberados, os instrutores Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos; Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32; e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27, permaneceram detidos. No dia seguinte ao acidente, a Justiça converteu as prisões em flagrante para preventivas.
Maria Eduarda sofreu uma queda de aproximadamente 40 metros, resultando em múltiplos traumatismos. Apesar do acionamento do socorro, ela não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
Os instrutores negaram qualquer participação no desaparecimento da câmera utilizada pela vítima. Contudo, testemunhas relataram ter visto uma pessoa retirando o equipamento logo após o acidente. A partir desses depoimentos, a polícia aprofundou as investigações sobre o paradeiro da GoPro e identificou outros envolvidos ligados à organização do evento.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a Justiça autorizou mandados de busca e apreensão nos endereços dos investigados. Durante as operações, foram recolhidos celulares, dispositivos eletrônicos e outros materiais que poderão auxiliar na elucidação do caso.
Além da apuração sobre o homicídio com dolo eventual, os investigadores também analisam a possível ocorrência de fraude processual. Segundo a polícia, há indícios de que arquivos digitais considerados relevantes para o esclarecimento dos fatos tenham sido apagados por alguns dos suspeitos. Essa suspeita contribuiu para os pedidos de prisão e para a realização das buscas.
Mesmo após o cumprimento dos mandados judiciais contra João Antônio, Gabriel Barros e Evelyne dos Santos Gonçalves, a câmera GoPro que estava com Maria Eduarda continua desaparecida e segue sendo procurada pelas autoridades.
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