Brasileiro pede para atuar em ação contra Moraes nos EUA e sofre ameaças

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O brasileiro Rogério Chaves Scotton, ex-piloto com passagem pela Nascar e investigado pelo FBI por 27 acusações, afirmou à Justiça dos Estados Unidos que passou a sofrer ameaças e intimidações depois de solicitar sua participação na ação movida pela Rumble e pela Trump Media contra o ministro Alexandre de Moraes.

Scotton apresentou um pedido para atuar no processo na condição de amicus curiae, modalidade que permite a participação de terceiros interessados com o objetivo de oferecer argumentos e informações relevantes ao tribunal.

Segundo petição apresentada à Justiça norte-americana, a repercussão do caso na imprensa brasileira teria desencadeado uma série de ameaças contra ele e sua família. De acordo com o ex-piloto, algumas reportagens também fizeram “insinuações falsas” sobre seu histórico criminal e sua atuação, o que, segundo ele, prejudicou sua reputação e ampliou a hostilidade que passou a enfrentar.

“Após sua participação em assuntos relacionados a este litígio se tornar pública, ele sofreu ameaças, intimidações e preocupações com sua segurança, afetando a si mesmo e sua família. Ele foi advertido, ameaçado e pressionado em relação à controvérsia pública em torno de seus documentos e participação”, disseram os advogados do ex-piloto.

A defesa acrescentou ainda:

“Ele comunicou suas preocupações com a segurança às autoridades governamentais e preservou registros referentes a essas comunicações e eventos. Essa ampla publicidade causou danos à reputação, hostilidade pública e um efeito inibidor sobre a participação legítima em processos judiciais”, escreveu.

O ex-piloto foi um dos responsáveis por solicitar que Alexandre de Moraes fosse alvo de sanções com base na Lei Magnitsky, fato ocorrido antes de o magistrado ser posteriormente sancionado pelo governo dos Estados Unidos.

Ao justificar seu pedido para ingressar no processo, apresentado em julho do ano passado, Scotton — que cursa Direito na Flórida e não é advogado — afirmou agir por convicção moral e disse compreender o sofrimento de pessoas que, segundo ele, foram perseguidas por decisões do ministro.

“Deixe-me ser claro: isto não é uma atitude política. É uma atitude moral. Não estou alinhado a nenhum partido. Estou alinhado à justiça”, escreveu em seu blog pessoal.

Em outro trecho, o brasileiro declarou:

“É por isso que me arrisco a apresentar esta petição — apesar das ameaças, apesar do medo, apesar de saber muito bem que forças poderosas podem tentar retaliar. Já fui avisado. Mas acredito que algumas coisas valem a pena defender, mesmo quando se está sozinho”.

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da Redação
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