Rapidamente, polícia prende três bandidos com participação em atentado contra tenente da Rota

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A Polícia Militar de São Paulo prendeu três homens suspeitos de envolvimento no atentado contra o primeiro-tenente Ronickson Pimentel dos Santos, das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), ocorrido no sábado (27/6), em São Caetano do Sul. Apesar das prisões, os dois criminosos que efetuaram os disparos contra o oficial permanecem foragidos.

As detenções ocorreram em Guaianases, na zona Leste da capital paulista. Conforme informou a Polícia Militar, os presos têm 24, 40 e 52 anos de idade e são investigados por terem prestado apoio aos executores do ataque.

Em nota oficial, a corporação explicou que um dos detidos confessou ter fornecido suporte logístico aos autores dos disparos. Outro também é investigado por colaborar com o planejamento e a execução da ação criminosa. Já o terceiro, embora não seja apontado como participante direto do atentado, foi considerado peça importante para que os investigadores identificassem os demais envolvidos.

O atentado ocorreu quando o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, conhecido na corporação como tenente Pimentel, conduzia uma motocicleta e aguardava a abertura de um semáforo na cidade de São Caetano do Sul. Nesse momento, dois homens em outra moto se aproximaram e efetuaram os disparos contra o policial militar.

A Polícia Civil continua investigando a motivação do crime. Segundo o major Marcos Verardino, responsável por acompanhar as apurações, as evidências reunidas até o momento indicam que o atentado foi planejado.

"A gente ainda está cruzando as informações para verificar a motivação, mas com certeza premeditado", afirmou o major neste domingo (28/6), durante entrevista concedida no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), em São Paulo.

O oficial também explicou que as primeiras diligências envolveram a análise de imagens de monitoramento e informações de inteligência, o que possibilitou identificar os suspeitos responsáveis pelo apoio aos autores dos disparos.

"Logo após o fato, a gente iniciou as nossas diligências, cruzamos informações de inteligência com imagens de monitoramento. Chegamos a dois indivíduos que deram apoio logístico para os indivíduos que tentaram matar o tenente Pimentel", declarou.

Ronickson Pimentel dos Santos é irmão, por parte de mãe, de Eloá Pimentel, jovem assassinada em 2008 pelo ex-namorado Lindemberg Alves, em um caso que ficou conhecido como o sequestro mais longo da história do Estado de São Paulo.

O tenente permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, onde segue sob monitoramento neurológico contínuo. De acordo com as informações médicas divulgadas, seu estado de saúde continua gravíssimo, porém estável, enquanto recebe tratamento especializado.

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