
AO VIVO: Michelle deixa de seguir filhos de Bolsonaro nas redes e expõe nova crise familiar (veja o vídeo)

30/06/2026 às 06:50 Opinião

Michelle Bolsonaro decidiu deixar de seguir nas redes sociais os enteados Eduardo, Carlos e Jair Renan em meio à crise aberta com parte da família Bolsonaro. O gesto ocorre poucos dias após a ex-primeira-dama tornar públicas suas divergências com Flávio Bolsonaro e amplia a percepção de que um conflito privado passou a ser administrado diante de milhões de brasileiros.
É justamente por isso que surge uma pergunta inevitável:
Essa é a postura esperada de uma ex-primeira-dama da República? De uma presidente do PL Mulher? De uma postulante ao Senado Federal pelo Distrito Federal?
Ninguém é obrigado a manter relações pessoais ou familiares nas redes sociais. Seguir ou deixar de seguir alguém é uma decisão individual. O problema começa quando esse gesto deixa de ser apenas pessoal e passa a produzir efeitos políticos.
Quem ocupa posição de liderança sabe que cada atitude comunica uma mensagem. Ainda mais em um momento de tensão dentro do principal campo de oposição ao governo federal. Um “deixar de seguir” pode parecer um detalhe, mas, nesse contexto, acaba sendo interpretado como mais um capítulo de uma crise que já havia sido exposta publicamente.
Lideranças políticas costumam ser cobradas por equilíbrio, capacidade de administrar conflitos e senso de responsabilidade institucional. Quando divergências familiares passam a ser resolvidas diante do público, o debate inevitavelmente deixa de ser sobre o mérito da discordância e passa a ser sobre a forma como ela é conduzida.
Para quem pretende disputar um mandato no Senado Federal, a cobrança tende a ser ainda maior. O eleitor não analisa apenas discursos ou propostas; também observa temperamento, capacidade de construir pontes e maturidade para lidar com crises.
A pergunta, portanto, permanece aberta: deixar de seguir os filhos de Jair Bolsonaro nas redes sociais contribui para fortalecer a imagem de Michelle Bolsonaro como líder política ou reforça a percepção de que questões pessoais estão sendo levadas para o centro do debate público?
Veja o vídeo:
Emílio Kerber Filho
Escritor e Estrategista Político. Criador do método Arquitetura Eleitoral:
https://emiliokerber.com.br/
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