Ministro do STJ nega prisão domiciliar por questões de saúde a ex-prefeito de capital que sofre infarto e está internado em estado grave

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter preso o ex-prefeito de Campo Grande (MS), Alcides Bernal. Ele está preso desde 24 de março, acusado de matar a tiros o auditor fiscal aposentado Roberto Carlos Mazzini, de 60 anos, após ele arrombar um imóvel que havia sido arrematado em leilão e que pertencia ao ex-prefeito. A versão apresentada pela acusação é de que o crime ocorreu por motivo torpe, por inconformismo com a perda da casa.

A denúncia sustenta que Mazzini foi ao local com um chaveiro para tomar posse do imóvel quando foi atingido por tiros, e que Bernal se entregou depois do crime. O caso já avançou a ponto de o ex-prefeito ter sido pronunciado para júri popular.

Nesta quarta-feira (01/07), Alcides Bernal foi levado às pressas do Presídio Militar para a Santa Casa após sofrer um infarto. No hospital ele foi submetido a um cateterismo, com o estado de saúde descrito como grave . Segundo a apuração, ele deve ser reavaliado para definição de cirurgia cardíaca e continua acompanhado pela ex-mulher, consciente e com sedação leve.

A defesa afirma que Bernal tem cardiopatia isquêmica severa e já possui stents, o que reforça o argumento de que ele precisa de cuidados contínuos. As informações divulgadas apontam ainda que a equipe médica avalia um procedimento mais invasivo, em vez de apenas tratamento clínico.

O STJ, por sua vez, havia negado o pedido de liberdade apresentado pela defesa e mantido a prisão preventiva de Bernal. Na decisão, o ministro Og Fernandes considerou a gravidade concreta do crime e citou elementos dos autos, como laudos, imagens e depoimentos, para sustentar a manutenção da custódia.

A defesa tentou emplacar dois argumentos centrais: problemas de saúde e o direito de permanecer em “Sala de Estado-Maior”, por ser advogado. O tribunal, porém, entendeu que a questão da sala especial não havia sido analisada anteriormente e que isso impediria exame imediato pelo STJ, além de afirmar que não ficou demonstrada a impossibilidade de tratamento médico na prisão.

Bernal  desde o crime, permaneceu sob custódia no Presídio Militar, em Campo Grande, e foi levado dali para a Santa Casa após o mal-estar cardíaco. No hospital, há escolta da Polícia Militar e o acompanhamento de familiares, enquanto a equipe médica decide os próximos passos do tratamento.

A defesa informou que pretende fazer novo pedido de prisão domiciliar, agora com base no quadro clínico mais recente. Paralelamente, o processo criminal segue com a prisão preventiva mantida e com a perspectiva de júri popular, o que mantém o caso em alta tanto na área da saúde quanto na Justiça.

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da Redação
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