Advogado e ex-magistrado colombiano ligado a Petro prepara ação para anular eleição de Abelardo de la Espriella

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O advogado e ex-magistrado do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Luis Guillermo Pérez, ligadíssimo ao presidente Gustavo Petro, afirmou à rádio colombiana Blu Radio que entrará com uma ação judicial para anular a eleição de Abelardo de la Espriella, candidato da direita que venceu o pleito e se prepara para tomar posse. Ele enumera quatro argumentos que irão embasar a ação judicial:

Em primeiro lugar, a nacionalidade americana de Abelardo de la Espriella. Petro também tem mais de uma nacionalidade —além da colombiana, a italiana—, mas ele argumenta que o problema é o juramento de fidelidade à Constituição dos Estados Unidos que se deve fazer para adquirir a americana, o que colocaria a soberania no país sul-americano em risco.

A Constituição colombiana, porém, não proíbe que pessoas com mais de uma nacionalidade, qualquer que seja, sejam eleitas presidentes, e o Tribunal Superior de Bogotá já afirmou, no final de junho, que "a aquisição de uma cidadania estrangeira não implica, por si só, a perda da nacionalidade colombiana nem a configuração automática de uma inelegibilidade para o exercício de funções e cargos públicos".

O advogado também aponta para o apoio de Donald Trump a Espriella como uma "violação grosseira da soberania" e para a retórica da campanha do adversário de Cepeda. O ultradireitista, conhecido pelos discursos agressivos, autoapelidou-se de "El Tigre" e chamava seus seguidores de manada.

"Ele é um tigre e tem uma matilha, uma matilha pronta para nos estripar quando o tigre ordenar", disse Pérez à rádio, em alusão à forma como Espriella se referia à esquerda.

Por fim, o advogado cita supostas irregularidades na contagem dos votos, algo no qual Petro vem insistindo desde antes da votação, quando colocava em dúvida a integridade de uma empresa que fez parte do processo de apuração. Observadores nacionais e internacionais atestam a segurança do processo eleitoral colombiano e negam que tenha havido fraudes no dia do pleito.

A declaração preliminar da missão de observação da União Europeia, por exemplo, afirmou que o segundo turno, no final de junho, foi "transparente e bem organizado", além de "apoiado por sólidas instituições democráticas".

"Juízes e notários garantiram uma revisão e processamento independentes dos resultados das seções eleitorais, enquanto as equipes jurídicas de ambos os candidatos estiveram presentes na grande maioria das comissões observadas", disse a organização sobre o dia das eleições.

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da Redação
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