Intimidação eleitoral de Moraes contra Flávio à luz do dia

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Moraes deu 10 dias pra PF interrogar Flávio Bolsonaro, o maior adversário de Lula nas urnas, por causa de UM tweet do candidato. E a imprensa noticiou como se fosse fato rotineiro. Não é. Vou te mostrar a estratégia por trás da intimidação:

O que rolou hoje: o STF acionou a Polícia Federal contra um pré-candidato à Presidência por causa de uma opinião nas redes. Mais uma vez, Alexandre de Moraes (como se não existissem outros ministros). E claro, contra o rival de Lula mais forte nas pesquisas.

O INVESTIGADO PODERIA SER VOCÊ

O "crime" é este post, de 3 de janeiro, dia em que os EUA capturaram o ditador Maduro:

"Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas."

Opinião política dura? É. Calúnia? Não, está aí a manobra.

O truque: enquadraram o tweet como CALÚNIA (art. 138).

E ainda pediram pena maior porque a suposta vítima é o presidente (art. 141, I — aumento de um terço).

Ou seja, crítica ao adversário vira crime. E crime agravado por ser contra Lula. Lesa-majestade, em pleno 2026

Tem como provar que isso não é investigação... que é perseguição: A PF fechou o inquérito SEM ouvir Lula, sem perícia, e negou todas as diligências da defesa (que chamou o caso de "capa e contracapa").

E a PGR agora quer ouvir Flávio pela "possibilidade de retratação, capaz de isentar de pena".

Traduzo: retire a crítica e o processo some.

Por que a pressa? Calendário.

1º turno: 4 de outubro. Faltam 3 meses.

O candidato que mais ameaça Lula nas pesquisas, especialmente após o escândalo do Master tão próximo ao coração do PT, agora, Flávio vai passar a campanha com a PF no pé.

COINCIDÊNCIA NÃO EXISTE

E não é a primeira vez. Em 2022, o TSE de Moraes mandou suspender e remover mais de 150 contas.

Nikolas Ferreira, o deputado mais votado do país, ficou fora do ar por ordem da Corte.

Um órgão do tribunal derrubou perfis 27 vezes sem nem dizer qual crime foi cometido. O método é conhecido

O plano depende de duas coisas: a imprensa tratar como rotina e você esquecer em uma semana.

Então, nós registramos. Compartilhamos. Não deixamos morrer.

Vou acompanhar cada passo desse caso, do depoimento à decisão final.

Foto de Rodrigo Marcial

Rodrigo Marcial

Autor do Dossiê Moraes. Vereador de Curitiba. Professor, Advogado e Empresário

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