

O presidente da Câmara Municipal de Ipatinga, vereador Werley Glicério Furbino de Araújo, conhecido como Ley do Trânsito, permanece detido após ser autuado pela Polícia Federal. O parlamentar foi encaminhado à Casa do Policial, em Belo Horizonte, onde aguarda a realização da audiência de custódia que decidirá pela manutenção ou não de sua prisão.
A prisão ocorreu na tarde de terça-feira (7), durante uma fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-262, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Segundo a PRF, o vereador, de 50 anos, transportava um simulacro de arma de fogo, além de diversos medicamentos de origem paraguaia que teriam sido introduzidos irregularmente no Brasil. Entre os produtos apreendidos estavam canetas emagrecedoras, medicamentos à base de canabidiol, itens destinados a tratamentos terapêuticos e estéticos, além de outros medicamentos.
De acordo com os policiais rodoviários federais, todo o material estava escondido em uma sacola coberta por um cobertor dentro de um veículo oficial pertencente ao município. Durante a abordagem, Werley Glicério teria assumido ser o proprietário dos produtos encontrados.
Após a ocorrência, o caso foi encaminhado à Polícia Federal, em Belo Horizonte, que realizou a autuação do parlamentar pelos crimes que seguem sob investigação.

Em nota, a Polícia Federal informou que o armamento apreendido se trata de uma arma de pressão por ação de gás comprimido acompanhada de uma mira holográfica. Depois dos procedimentos de polícia judiciária, o vereador foi conduzido à Casa do Policial, unidade prisional administrada pela Polícia Civil de Minas Gerais, onde permanece custodiado até a audiência de custódia.
Procurada pela reportagem, a Câmara Municipal de Ipatinga informou, por meio de sua assessoria da Presidência, que está reunindo todas as informações sobre a ocorrência e divulgará um posicionamento oficial assim que os fatos forem devidamente confirmados.
A Polícia Civil de Minas Gerais também se manifestou sobre o episódio. Em nota encaminhada à imprensa, a instituição esclareceu que a ocorrência foi encerrada pela Polícia Federal, órgão responsável pela condução da investigação.
A corporação acrescentou que não coaduna com qualquer desvio de conduta praticado por seus servidores e informou que a Corregedoria-Geral acompanha o caso, adotando as providências administrativas que entender cabíveis.
A apuração sobre a procedência dos medicamentos apreendidos, bem como a eventual prática de crimes de competência federal, permanece sob responsabilidade da Polícia Federal.
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