Bonnie Tyler morreu nesta quarta-feira (8), aos 75 anos, depois de ficar internada por cerca de dois meses em um hospital, em Portugal. Ela inicialmente foi submetida a uma cirurgia de emergência. Chegou a ficar em coma induzido, acordou durante o mês de junho, mas permaneceu em tratamento intensivo, em estado grave, até a morte. A informação foi publicada na Folha de S.Paulo. Confira:
“Segundo Henrique Dametto, cirurgião do aparelho digestivo do Einstein Hospital Israelita, a apendicite é uma das causas mais comuns desse tipo de quadro. A doença ocorre quando há inflamação e infecção do apêndice, uma pequena estrutura ligada ao início do intestino grosso.
Em geral, a apendicite começa após a obstrução da entrada do apêndice, muitas vezes por um fecalito, nome dado a um pequeno acúmulo de fezes endurecidas. Sem tratamento, a inflamação pode progredir, causar sofrimento do tecido e levar à perfuração.
‘Não é que a apendicite leve a uma perfuração intestinal. O apêndice é um pedaço do intestino e, se ele perfura, isso já é uma perfuração intestinal’, afirma Dametto.
Quando há ruptura, bactérias e conteúdo intestinal podem atingir a cavidade abdominal, provocando inicialmente uma infecção local. Em situações mais graves, a resposta inflamatória pode se disseminar pelo organismo e causar queda de pressão, choque, insuficiência renal, cardíaca ou de outros órgãos, e eventualmente o óbito.
A maior parte dos casos de apendicite, porém, é tratada antes de chegar a esse estágio. A cirurgia para retirada do apêndice costuma ser indicada assim que o diagnóstico é confirmado e, nos quadros sem perfuração, a internação geralmente é curta.
Os principais sinais de alerta de apendicite são dor abdominal forte e progressiva, que pode começar de forma difusa e depois se concentrar na parte inferior direita da barriga, além de febre, falta de apetite, náuseas e vômitos. ‘Se a dor for progressiva, associada a mal-estar e febre, o ideal é procurar atendimento em até 12 horas, no máximo 24 horas’, diz o médico.
A retirada do apêndice é indicada principalmente quando há suspeita ou confirmação de apendicite. A remoção preventiva do órgão, apesar de o apêndice não ser considerado essencial para a sobrevivência, não é recomendada de rotina. Embora seja uma cirurgia geralmente segura e de baixa complexidade, o procedimento envolve riscos e deve ser realizado quando há indicação clínica.
Outras possíveis causas de perfuração intestinal, segundo Dametto, são a diverticulite, inflamação de pequenas bolsas que podem se formar na parede do intestino grosso, e tumores no órgão. Doenças inflamatórias intestinais, como colites, e a colite isquêmica, causada pela redução do fluxo de sangue para uma parte do intestino, também podem levar ao quadro.
A perfuração pode ocorrer porque uma inflamação ou infecção compromete a parede intestinal ou porque uma obstrução provoca distensão excessiva do órgão. Nos dois casos, há risco de vazamento de fezes e bactérias para a cavidade abdominal, o que pode desencadear uma infecção grave e repercussões em todo o organismo.
O tratamento costuma exigir cirurgia de urgência para corrigir ou retirar a parte perfurada do intestino. Nos casos mais graves, suporte em UTI para controlar a infecção e possíveis falhas de órgãos.”
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da Redação