Em desespero, Lula tenta conter a revolta dos caminhoneiros

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O governo do petista Lula intensificou as negociações para impedir uma possível paralisação dos caminhoneiros diante do impasse envolvendo a votação da Medida Provisória nº 1.343, conhecida como MP do Frete, no Senado Federal. A movimentação ocorre após o aumento da pressão de lideranças da categoria pela apreciação da proposta.

Integrantes do Palácio do Planalto e da Advocacia-Geral da União (AGU) foram alertados sobre o risco de mobilização nacional caso a medida provisória não seja votada. A preocupação do governo é acompanhar os desdobramentos e buscar uma solução antes que eventuais protestos ganhem força.

De acordo com informações, a AGU foi comunicada, na noite de domingo (12), sobre a possibilidade de paralisação da categoria. O objetivo é monitorar o cenário e adotar medidas caso o movimento seja intensificado a partir desta terça-feira (14).

Além da AGU, os ministros das Relações Institucionais, José Guimarães, e da Casa Civil, Miriam Belchior, também acompanham a situação. Integrantes do governo avaliam que ainda existe margem para um acordo político nesta segunda-feira (13), permitindo que a MP seja incluída na pauta de votação do Senado.

Editada em março, a Medida Provisória nº 1.343 promove mudanças nas regras do piso mínimo do frete, fortalece os mecanismos de fiscalização do transporte rodoviário de cargas e incorpora reivindicações apresentadas por representantes dos caminhoneiros. O texto também estabelece um piso salarial nacional de R$ 5 mil para trabalhadores celetistas do setor.

Outro ponto da proposta altera a forma de cálculo dos pisos mínimos do frete, determinando que sejam considerados custos operacionais da atividade, como combustível, manutenção dos veículos, seguros e outras despesas diretamente ligadas ao transporte de cargas.

No domingo (12), o presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores, Wallace Landim, conhecido como Chorão, anunciou a orientação para uma paralisação nos portos a partir da meia-noite de segunda-feira. A mobilização tem como objetivo pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a pautar a votação da medida provisória.

“Terça-feira a gente tem uma sinalização de que vai colocar para votar, mas a orientação é que você, caminhoneiro, não saia para viajar a partir da 0h, para que a gente possa acompanhar até terça-feira e ver se, de fato, a MP vai entrar na pauta”, declarou Chorão. 
“Não vamos aceitar que ela caduque. Davi Alcolumbre, você foi avisado. Agora você segura, meu irmão.”

A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 17 de junho. Durante a tramitação, os parlamentares incluíram um dispositivo que concede anistia às multas aplicadas a caminhoneiros e transportadores punidos pelos bloqueios de rodovias registrados após as eleições presidenciais de 2022. 

Agora, o texto aguarda análise do Senado para definição de seu futuro legislativo.

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Contamos com você nessa batalha!

da Redação
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