Lula autoriza aumento da mistura de etanol na gasolina para 32%
14/07/2026 às 17:05 Política
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta terça-feira (14), o aumento da proporção de etanol anidro misturado à gasolina, que passa de 30% para 32%. A medida terá validade inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação por mais seis meses, e faz parte da estratégia do governo para reduzir os efeitos da instabilidade do mercado internacional de petróleo sobre os preços dos combustíveis.
Segundo o governo Lula, a ampliação da participação do etanol busca diminuir a dependência de combustíveis fósseis importados e fortalecer o uso de biocombustíveis na matriz energética nacional. De acordo com o CNPE, testes realizados com a nova composição, conhecida como E32, indicaram desempenho semelhante ao das misturas anteriores, sem registrar impactos significativos no funcionamento dos veículos, inclusive daqueles que não são equipados com motores flex.
Além da alteração no percentual de etanol na gasolina, o Conselho aprovou outras duas resoluções relacionadas ao setor de combustíveis. Uma delas amplia as ações de fiscalização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para combater fraudes e adulterações no mercado. A outra revoga uma resolução anterior sobre a comercialização e o uso voluntário de biodiesel, tema que passa a ser disciplinado pela Lei nº 14.993/2024.
A elevação da mistura já vinha sendo discutida pelo governo desde o mês de junho, após reunião entre o petista Lula e representantes do setor sucroenergético. Na ocasião, foi apresentada a proposta de ampliar a participação do etanol como alternativa para reduzir os impactos da alta dos combustíveis.
Essa não é a primeira alteração promovida pelo governo. Anteriormente, o percentual de etanol na gasolina havia sido elevado de 27% para 30%, enquanto a mistura obrigatória de biodiesel no diesel passou de 14% para 15%. Desta vez, porém, o diesel não sofreu qualquer mudança em sua composição.
O governo Lula acompanha com preocupação os reflexos da guerra no Oriente Médio sobre o mercado internacional de energia. Na segunda-feira (13), Lula voltou a comentar que o conflito pode pressionar os preços dos combustíveis e, consequentemente, afetar o custo de alimentos básicos, como arroz e feijão.
Como parte das medidas adotadas para reduzir os impactos econômicos, o Executivo também mantém programas de subvenção destinados à gasolina, ao diesel e ao querosene de aviação (QAV). Os incentivos preveem subsídios de R$ 0,32 por litro, acrescidos de R$ 0,80 por litro destinados ao produtor nacional, com o objetivo de amenizar a pressão sobre os preços ao consumidor.
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da Redação