
EUA não dá trégua e impõe bloqueio naval ao Irã

15/07/2026 às 12:08 Internacional

O bloqueio dos Estados Unidos aos portos iranianos está em andamento, tendo sido desde às 17h (horário de Brasília) desta terça-feira (14) — 23h30 no horário local. A informação é do Comando Central dos EUA.
A ordem de bloqueio aplica-se a todos os portos iranianos, tanto dentro quanto fora do estreito. Trata-se tanto de uma ferramenta de guerra econômica quanto de guerra convencional.
O Manual de Newport sobre o Direito da Guerra Naval define o bloqueio como “a apreensão de contrabando e a apreensão ou destruição de bens inimigos encontrados no mar”.
“Esses métodos negam ao inimigo a possibilidade de obter receitas econômicas com suas exportações e os benefícios de importações que sustentam seu esforço de guerra”, afirma o manual.
Para ser legal, a imposição de um bloqueio deve seguir certas regras:
- Deve ser declarado e notificado, o que significa que avisos devem ser emitidos para as embarcações que possam ser afetadas
- Deve ser efetivo, o que significa que os EUA devem dispor dos navios e aeronaves necessários para fazê-lo cumprir
- Deve ser imparcial, afetando embarcações de qualquer nação
- Não pode ter como alvo exclusivo populações civis, mas danos a civis são aceitáveis
- Não deve bloquear o acesso a portos neutros nem bloquear um estreito, como o de Ormuz — que, segundo Trump, está aberto à navegação internacional não relacionada ao Irã
A medida teve início um dia depois do presidente Donald Trump afirmar que os EUA atuariam como "guardiões" do Estreito de Ormuz. Isso vai navios que saem dos portos iranianos ou que vão em direção a eles.
Trump também disse na segunda-feira (13) que Washington cobraria das empresas de transporte comercial 20% do valor de suas cargas para reembolsar o país por "garantir a segurança e a proteção" no Estreito, ele mudou de posição nesta terça-feira (14), afirmando que as nações do Golfo realizariam "acordos comerciais e de investimento... com os Estados Unidos".
Após esse anúncio, a Organização Marítima Internacional afirmou que a passagem pelo estreito "deve permanecer livre de quaisquer pedágios e taxas, de acordo com o direito internacional".
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