Mauro Vieira e o colapso da diplomacia brasileira
19/07/2026 às 05:51 Internacional
O mais recente capítulo da gestão desastrosa de Mauro Vieira como chanceler expõe, mais uma vez, o esvaziamento da diplomacia brasileira. Na quarta-feira (15/7), o ministro das Relações Exteriores faltou à reunião da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, convocada para discutir a grave crise comercial com os Estados Unidos e a classificação de facções como PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas por Washington.
Em vez de prestar esclarecimentos, Vieira preferiu uma agenda com o presidente Lula no Planalto. A oposição não perdoou: classificou a ausência como evasiva, protocolou notícia-crime por possível crime de responsabilidade e reforçou o diagnóstico de um Itamaraty que foge do debate público.
Esse episódio não é isolado. Ao longo do terceiro mandato de Lula, Mauro Vieira tem personificado o retrocesso diplomático do Brasil. O país, que já foi respeitado por sua tradição pragmática, voltou a atuar como um anão diplomático, alinhado ideologicamente a ditaduras de esquerda na América Latina e em outras regiões, enquanto perde espaço e influência junto aos principais parceiros comerciais.
A política externa do atual governo prioriza discursos ideológicos em detrimento de resultados concretos. Em vez de defender os interesses nacionais com firmeza, o Itamaraty tem se mostrado leniente com regimes autoritários, ao mesmo tempo em que falha repetidamente em proteger a economia brasileira de retaliações externas.
A iminente tarifa de 25% imposta pelos EUA é o símbolo mais doloroso desse fracasso. Negociações mal conduzidas, ausência de estratégia clara e um alinhamento ideológico que irritou Washington levaram o Brasil à beira de uma das maiores barreiras comerciais das últimas décadas.
Enquanto o setor produtivo brasileiro sofre, Vieira e o Planalto parecem mais preocupados em evitar cobranças no Congresso do que em resolver os problemas reais do país. A gestão do chanceler reforça a imagem de um governo que, na prática, abandonou o pragmatismo e transformou a diplomacia brasileira em instrumento de militância, com prejuízos evidentes para a soberania e a prosperidade nacional. O resultado está à vista: isolamento crescente, economia ameaçada e um Itamaraty cada vez mais irrelevante no cenário internacional.
da Redação