O Brasil depois do PT: o preço de três mandatos e o caminho de volta

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Dívida recorde, estatais no vermelho, escândalos bilionários e um custo de vida que não para de subir: o balanço do terceiro governo Lula e as propostas de especialistas e parlamentares para reconstruir o país

O terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva caminha para o fim deixando um retrato difícil de disfarçar. O discurso de reconstrução nacional, repetido desde a posse em 2023, esbarrou em uma sequência de números que colocam em xeque a própria narrativa de responsabilidade fiscal e gestão eficiente do Estado. O brasileiro chega ao final do ciclo mais endividado, mais inseguro e pagando mais caro pela comida no prato do que em qualquer outro momento recente.

A dívida que não para de crescer

Segundo levantamento do Instituto Teotônio Vilela, com base em projeções do Fundo Monetário Internacional, a dívida pública bruta brasileira deve fechar 2026 em 96,5% do PIB — um salto de 12,6 pontos percentuais em relação aos 83,9% registrados em 2022, no fim do governo anterior. O avanço coloca o país como o segundo do G20 com maior crescimento do endividamento no período, atrás apenas da China. Projeções do FMI indicam que o indicador pode chegar a 105,5% do PIB ao fim da próxima gestão presidencial, enquanto a Instituição Fiscal Independente do Senado projeta uma trajetória que pode alcançar 115% do PIB em 2036 caso não haja superávit primário consistente.

https://revistaoeste.com/economia/divida-publica-brasileira-dispara-e-chega-a-965-do-pib/

Estatais no vermelho, escândalos bilionários

O quadro fiscal se agrava com o desempenho das estatais federais. Dados do Banco Central mostram que empresas como Correios, Infraero, Serpro, Dataprev e Casa da Moeda acumularam déficit de R$ 5,9 bilhões apenas entre janeiro e abril de 2026 — o pior resultado da série histórica iniciada em 2002, superando todo o rombo registrado ao longo de 2025. Os Correios, epicentro da crise, recorreram a um empréstimo bilionário com garantia do Tesouro Nacional para cobrir o próprio caixa.

https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/rombo-das-estatais-expoe-deterioracao-dos-correios-dizem-especialistas/

Ao mesmo tempo, o país acompanha o desenrolar do maior escândalo bancário de sua história: a liquidação extrajudicial do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, que deixou um rombo estimado em mais de R$ 47 bilhões e levou à prisão do banqueiro pela Polícia Federal, na Operação Compliance Zero. As investigações apontam tentativas de Vorcaro de mobilizar contatos políticos e institucionais para evitar a liquidação, o que já motivou pedidos de CPI no Congresso e depoimentos na CPI do Crime Organizado.

Lulinha e o ‘Careca do INSS’ suspeitos de fraudes no INSS

Soma-se a isso a CPMI do INSS, que investiga descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas, com prejuízo total estimado acima de R$ 6 bilhões. Dados da Controladoria-Geral da União mostram que o valor das cobranças irregulares saltou de R$ 706 milhões em 2022 para R$ 3,3 bilhões em 2024, e que mais da metade de todo o volume apurado entre 2019 e 2024 foi registrado durante o atual governo. O relatório final da comissão chegou a propor o indiciamento de 216 pessoas, entre elas o ex-ministro Carlos Lupi e Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente — proposta rejeitada pela base governista.

https://g1.globo.com/politica/noticia/2025/04/23/pf-faz-operacao-contra-fraudes-no-inss.ghtml

Para os críticos do governo, a sequência de escândalos financeiros bilionários não é acidente de percurso, mas reedição de um padrão já visto em outras gestões petistas — do Mensalão ao Petrolão, escancarado pela Operação Lava Jato. Fica a pergunta que a oposição já formula abertamente: por que rombos bilionários insistem em aparecer sob administrações do PT?

Criminalidade em alta, populismo que não sustenta o bolso

A sensação de insegurança também cresceu. Pesquisa do instituto Datafolha, ouvindo mais de três mil pessoas em 172 municípios, mostrou que 58% dos brasileiros perceberam aumento da criminalidade em suas cidades nos últimos doze meses, contra apenas 15% que notaram melhora. A percepção de piora é maioria em praticamente todos os recortes — homens, mulheres, diferentes faixas de renda e regiões do país.

https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/brasil/58-dos-brasileiros-perceberam-aumento-na-criminalidade-diz-datafolha/

No campo social, o governo apostou em programas de forte apelo popular, como o Pé-de-Meia e o Gás do Povo, mas a estratégia parece não compensar o aperto no orçamento das famílias. Reportagens recentes mostram que a inflação de alimentos segue pressionando o custo de vida, com o preço da refeição básica renovando recordes mês após mês. Na prática, o que o governo entrega com uma mão em transferências pontuais, tira com a outra no supermercado — um contraste que corrói a popularidade do discurso social do Palácio do Planalto.

https://veja.abril.com.br/coluna/jose-casado/comida-cada-vez-mais-cara-e-o-novo-problema-eleitoral-de-lula/

A esquerda e o histórico do atraso

Mas não é de hoje que a estratégia da esquerda é manter o povo escravo do populismo, ao mesmo tempo em que tenta frear o progresso. O PT tem um histórico claro de oposição a medidas que trouxeram estabilidade, modernização e progresso ao país. O exemplo mais emblemático é o Plano Real de 1994. Quando Fernando Henrique Cardoso e o governo Itamar Franco implementaram a reforma que acabou com a hiperinflação, o PT se posicionou contra. A bancada petista votou contra as medidas centrais e Lula minimizou o plano, afirmando que ele “congelaria a miséria”. Somente anos depois, com o Real consolidado, o partido reconheceu seus benefícios.

https://www.cnnbrasil.com.br/politica/analise-pt-se-posicionou-contra-o-plano-real-no-inici/

Na mesma época, a privatização das telecomunicações enfrentou feroz resistência. PT, CUT e sindicatos ligados à esquerda protestaram nas ruas, defenderam o monopólio estatal e chegaram a acionar o Supremo (naquela época...) contra a quebra do monopólio da Telebrás. Argumentavam que apenas o Estado poderia oferecer serviços de qualidade. O resultado da privatização foi o oposto: explosão do acesso à telefonia móvel e, posteriormente, à internet, transformando a vida de milhões de brasileiros.

https://www.institutolula.org/privatizacao-da-telebras-um-golpe-na-soberania-nacional

Nas últimas décadas, o padrão se repetiu. A esquerda tem defendido sistematicamente maior controle estatal sobre as redes sociais, com projetos de regulação que ameaçam a liberdade de expressão em nome do combate à “desinformação”. Enquanto plataformas digitais democratizaram a informação e deram voz a milhões fora da grande mídia tradicional, o PT e seus aliados apostam em leis e decretos que aumentam o poder de intervenção do Estado sobre o conteúdo online.

https://www.cnnbrasil.com.br/politica/lula-da-aval-a-projeto-que-amplia-poder-do-cade-contra-big-techs/

Essa postura não é isolada. Reformas trabalhistas, abertura comercial, concessões de infraestrutura e privatizações seletivas também enfrentaram oposição petista ferrenha. O discurso sempre é o mesmo: defesa do “povo” contra o “mercado”. Na prática, o que se vê é resistência ao que funciona — concorrência, eficiência e liberdade econômica. O Brasil avançou apesar da esquerda, não por causa dela.

A estabilidade do Real, a revolução das telecomunicações e a vitalidade das redes sociais mostram que as melhores conquistas vieram quando o país ousou reduzir o tamanho do Estado e ampliar o espaço da iniciativa privada e da liberdade individual. Reconhecer essa história não é revisionismo. É obrigação de quem busca a verdade.

Como seria o Brasil sem Lula

Diante desse cenário, cresce o debate sobre os rumos de um Brasil pós-PT. Para o deputado federal Mauricio Marcon (PL-RS), o país sem Lula seria, finalmente, um país livre do peso de um Estado gigantesco, corrupto e focado em sufocar quem trabalha. Para o parlamentar, o Brasil sem Lula é o Brasil da ordem, da segurança jurídica e da liberdade econômica:

Para colocar o país nos trilhos, a resposta precisa ser rápida e dividida em duas frentes:

O que deve ser derrubado com urgência:

* O Arcabouço Fiscal e a Reforma Tributária do PT: Precisamos acabar com a licença para gastar do governo e revogar esse manicômio tributário que só serve para meter a mão no bolso de quem produz.

* Os decretos anti-armas: Revogar imediatamente as medidas ideológicas que tiraram o direito de legítima defesa do cidadão de bem e perseguiram os CACs.

* Leniência com invasões: Cortar qualquer verba ou diálogo com o MST. A propriedade privada precisa voltar a ser sagrada.

O que deve ser implantado imediatamente:

* Segurança Pública de verdade: Tolerância zero com o crime. Acabar definitivamente com as saidinhas de presos, garantir o excludente de ilicitude para proteger os nossos policiais e isolar lideranças de facções.

* Corte de gastos e privatizações: Reduzir os ministérios pela metade, privatizar estatais que servem de cabide de emprego para a esquerda e cortar impostos para gerar emprego.

* Fim do Foro Privilegiado e Prisão em Segunda Instância: Moralizar a justiça para que político corrupto vá para a cadeia e cumpra a pena.

* Educação sem doutrinação: Aprovar o homeschooling e expandir as escolas cívico-militares, resgatando a disciplina e o foco nas matérias básicas.

O resumo é simples: menos Brasília e mais Brasil. É dar paz para quem trabalha e aplicar a lei para quem delinque.

O jornalista Alfredo Bessow, o advogado Mauricio Fernandes e o empresário Alexis Fonteyne também comentaram sobre como seria o Brasil sem Lula e pós-PT no programa Choque de Ordem, apontando medidas seriam prioritárias para reconstruir o país após o fim do ciclo lulista. Os três convergiram em um ponto: a reconstrução nacional exige uma reestruturação institucional e econômica profunda, e não ajustes de superfície.

Bessow defendeu uma cartada inicial de desregulamentação inspirada no modelo argentino de Javier Milei, com revogação de milhares de atos normativos já no primeiro dia de um eventual novo governo. O jornalista se posicionou contra o que chama de inchaço do Estado, defendendo uma agenda de privatizações, o fim das universidades públicas e uma anistia geral com indenização para pessoas perseguidas politicamente.

Já o empresário Alexis Fonteyne colocou o combate à impunidade como pilar central de qualquer reconstrução, com investigações rigorosas sobre abusos no Judiciário e nos escândalos financeiros que se acumulam. Fonteyne defendeu ainda austeridade fiscal extrema, tolerância zero contra o crime organizado, o fim das audiências de custódia e das leniências penais, além da criação de um Ministério da Liberdade Econômica voltado à desburocratização e à redução de impostos.

Para o advogado Mauricio Fernandes, a urgência está em devolver liberdades individuais ao cidadão comum, a começar pelo direito à legítima defesa por meio do armamento. Fernandes criticou o modelo que classifica como assistencialista, baseado em transferências estatais, e defendeu que um Brasil sem Lula precisa destravar o potencial empreendedor do país, retirando as amarras burocráticas da pauta ambiental e regulatória que, na avaliação dele, sufocam pequenos empresários e trabalhadores autônomos.

Veja o programa Choque de Ordem:

https://www.youtube.com/watch?v=M83TldvKX28&t=3041s

Essa edição da Revista A Verdade conta ainda com artigos exclusivos sobre como seria o Brasil pós-PT, confira!

Eleições decisivas em outubro

O balanço que se desenha ao fim do terceiro mandato de Lula combina dívida em disparada, estatais quebradas, escândalos bilionários e um custo de vida que segue pressionando o bolso do trabalhador, mesmo com a manutenção de programas sociais de grande visibilidade. A saída passa por reformas profundas no tamanho do Estado, no combate à impunidade e na devolução de liberdades individuais e econômicas ao cidadão. O debate sobre o Brasil pós-PT, cada vez mais presente no noticiário, sinaliza que o povo já chegou no limite e não aguenta mais falsas promessas, corrupção e miséria. Nesse contexto, a próxima eleição é decisão para mudar a chave do Brasil.

da Redação
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