Advogada esquerdista investigada por desvio milionário do dinheiro de clientes tenta investida contra vítima, mas a Justiça impede

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Um golpe milionário está sendo investigado pela polícia em Campinas, no interior de São Paulo. Um tradicional escritório de advocacia é investigado por suspeita de receber valores de ações trabalhistas e previdenciárias e não repassá-los aos clientes. Segundo a polícia, o prejuízo pode chegar a quase R$ 6 milhões. Pai e filha, os advogados José Antônio Cremasco e Thaís Cremasco, trocam acusações sobre a responsabilidade pelos desvios.

Uma vítima, além de não receber os valores a que tinha direito, ainda enfrentou um processo movido por Thaís Cremasco. O site Zatum relatou os fatos. Confira:

“A advogada Thaís Cremasco recorreu à Justiça para cobrar R$ 80 mil de indenização por danos morais de um de seus próprios clientes, o metalúrgico Jorge Luiz de Oliveira, de 57 anos. O processo foi aberto após o trabalhador denunciar na internet que o escritório Cremasco havia confiscado o dinheiro de sua causa trabalhista. O Judiciário, no entanto, rejeitou a ação da defensora, em uma decisão que a vítima classifica como uma tentativa de intimidação.
A disputa começou em 2014, quando Oliveira contratou o escritório após sofrer um acidente com causa do trabalho com sequelas permanentes na Bosch. Em agosto de 2022, a Justiça condenou a empresa a pagar R$ 319 mil ao metalúrgico, mas ele só descobriu que havia vencido o processo em fevereiro de 2025.
Nesse intervalo, os advogados José Antônio Cremasco e Thaís Cremasco receberam o montante integral e omitiram a informação. Além de negarem a vitória judicial, os defensores retiveram o valor total, ultrapassando os honorários contratuais devidos.
Ao cobrar explicações no escritório, Oliveira relata ter sido hostilizado pela dupla. ‘Fui vítima e ainda sofri um processo por reclamar meus direitos. Os dois mentiram e foram grosseiros comigo’, desabafou o metalúrgico. Diante do silêncio dos profissionais, ele decidiu expor o caso em canais de avaliação de serviços na internet.
‘Mesmo meu cliente não recebendo o valor devido de sua ação trabalhista. A Dra. Thaís Cremasco ajuizou uma reconvenção de mais de R$ 80.000,00 contra o cliente, pleiteando indenização sob alegação de ‘violência de gênero’. Na ação, sustentou que estaria sendo atacada por ser mulher e que não teria responsabilidade pelos recebimentos — mesmo tendo procuração e sido a responsável por transferir os valores à conta do escritório de seu pai. O juiz, no entanto, julgou improcedentes todos os pedidos. Com a derrota, ela ainda terá de arcar com honorários advocatícios de 15% e mais custas processuais’, explicou o advogado Fausto Luz Lima.(...)”

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