Dom Bosco, rogai pelo Brasil e por todo o povo brasileiro, nesta fase de aflição

No dia de hoje, 31 de Janeiro de 2018, há 130 anos morreu o sacerdote italiano Giovanni Melchior Bosco. E foi com Dom Bosco que milhares de meninos de rua ("birichinis"), de uma Itália dividida em reinos, se tornaram homens de bem.

Eles assaltavam, roubavam, matavam...Até que um deles, Bartolomeu Garelli se aproximou de Dom Bosco e pediu para passar um dia perto do novel e predestinado sacerdote.

Depois vieram mais dez, mais cem...milhares. E todos foram acolhidos por Dom Bosco, primeiramente em abrigos improvisados, pois os governantes a Dom Bosco e aos "birichinis" tudo negavam.

Até que surgiu a Casa Pinardi, que nada mais era do que um imenso galpão que um homem muito rico doou a Dom Bosco. Daí nasceu a Sociedade Salesiana de amparo à infância e à juventude perdidas e que os governantes hostilizavam, mandavam espancar e prender.

Às 4h45 do dia 31 de Janeiro de 1888, Dom Bosco nos deixou. Naquela hora fatal ele soltou três suspiros que mal se perceberam e morreu. Tinha 72 anos, 5 meses e 15 dias.

Um grande servo de Deus acabara de voltar ao seu Senhor.

Viveu pobre e pobre morreu. Os funerais só aconteceram no dia 2 de fevereiro. O filho do povo, o benfeitor do povo, recebeu do povo nesse dia a maior prova de veneração e de amor que qualquer monarca poderia sonhar.

Todas as categorias, todas as condições, todas as opiniões políticas, de todas as classes sociais figuravam no cortejo. Reis, príncipes e rainhas viajaram à Itália para prestar suas homenagens a Dom Bosco.

É bem verdade que a caridade, quando se apresenta com todos os sinais do Evangelho, sem a menor contrafação humana, conquista o coração dos homens e os subjuga a todos, infalivelmente.

Dom Bosco, Dom Bosco, o senhor, que em 1858,  numa de suas muitas visões proféticas, previu, localizou e descreveu, pormenorizadamente, a cidade de Brasília...o senhor que de Brasília se tornou co-padroeiro, ao lado de Nossa Senhora Aparecida...o senhor que tanto amou a pregou a lealdade, a fé, a aversão à mentira, à corrupção...que dedicou toda a sua vida à infância perdida, abandonada, sem vez, sem voz, sem fé, tornando milhares de pequenos italianinhos em homens honrados e que fizeram a Itália o grande país que é...o senhor que fundou a Congregação Salesiana fazendo nascer, primeiro na França, depois no Brasil e até hoje pelo mundo inteiro, milhões e milhões de seguidores e devotos, de educandários que formaram gerações e mais gerações de alunos que cresceram e fizeram florir a cultura, o saber, a honradez... Dom Bosco, rogai por nós, brasileiros, porque restamos abandonados, sem rumo e tanto precisamos da sua presença.

O Brasil está envenenado, Dom Bosco. O Brasil está perdido. A sua sonhada Brasília é hoje nome de cidade que envergonha, que significa corrupção generalizada e que desonra o santo nome de Dom Bosco.

Lá está a suntuosa Ermida Dom Bosco, construída em sua homenagem, em seu louvor. Mas os governantes não a conhecem. Se a conhecem, não entram lá. Se entram, não oram, não se arrependem, não se despojam das vaidades, da soberba, da ganância, da concupiscência e nem se interessam em saber a história de sua santa vida e da profecia de 1858.

"E de lá, onde será construído um grande lago, após três gerações produzirá ouro, leite e mel para o mundo, certo que a primeira geração não conta e todas as gerações são de sessenta anos", como o senhor profetizou. 
São João Bosco, este povo, bom e solidário, hospitaleiro e trabalhador, que é o povo brasileiro, suplica que Dom Bosco venha em seu socorro, porque os brasileiros de todas as idades estão completamente perdidos e essa quadra de miséria, de violência, de corrupção, e de muitos outros males parece estar muito longe de chegar ao fim.

É, Dom Bosco, nem esse tal de livre-arbítrio, que aparenta dar aos humanos condições e poder de impedir que a determinação divina seja concretizada, pode ser mais forte e estar acima da sua profecia de 1838.

Jorge Béja

Advogado no Rio de Janeiro e especialista em Responsabilidade Civil, Pública e Privada (UFRJ e Universidade de Paris, Sorbonne). Membro Efetivo do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB)

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