
Na corrida enlouquecida contra sequestro de bens, Jaques Wagner tenta vender R$ 25 milhões em imóveis

18/07/2026 às 16:44 Política

O desespero bateu às portas da República do Acarajé. O senador Jaques Wagner (PT-BA), um dos homens de maior confiança de Lula e ex-líder do governo no Senado, foi flagrado em uma ostensiva manobra para se livrar de seu patrimônio milionário logo após virar alvo direto da Polícia Federal.
Segundo revelações do jornal O Estado de S. Paulo, Wagner tentou passar adiante um terreno avaliado em R$ 15,8 milhões exatamente um dia depois de sofrer buscas da PF em uma investigação que apura o recebimento de propina oriunda do Banco Master.
A transação só não foi concluída porque o cartório de registro de imóveis barrou a transferência, cumprindo uma ordem judicial de bloqueio total de bens emitida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O apetite do "Galego" para liquidar ativos antes que a caneta da Justiça os alcançasse não parou por aí. O levantamento aponta que, apenas uma semana antes da investida dos policiais, o cacique petista já havia acertado a venda de um apartamento de luxo por R$ 10 milhões para o prefeito de Conceição do Coité (BA), Marcelo Passos de Araújo (União Brasil). Embora a ordem de indisponibilidade do STF tenha congelado legalmente os registros e suspendido as transferências definitivas, o estrago financeiro já estava consolidado: as investigações apontam que o senador conseguiu embolsar pelo menos R$ 12 milhões em dinheiro vivo ou transferências antes que o bloqueio entrasse no sistema.
O rolo compressor imobiliário: O terreno de 51 mil metros quadrados, comprado por Wagner no ano 2000, estava sendo repassado para uma empresa ligada ao Grupo City. No desespero do pós-operação, o petista alterou o contrato que previa pagamento em nota promissória para 2029, exigindo R$ 2 milhões à vista imediatamente.
As transações imobiliárias subterrâneas ganham contornos ainda mais graves quando confrontadas com o objeto da investigação criminal que tramita na Suprema Corte. A Polícia Federal suspeita que o senador baiano recebeu um apartamento de alto padrão, avaliado em R$ 2,5 milhões, de Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, como disfarce para o pagamento de vantagens indevidas.
A tentativa frenética de se desfazer de R$ 25,8 milhões em patrimônio pessoal no exato instante em que o cerco policial se fecha é vista por investigadores e juristas como um forte indício de tentativa de ocultação de patrimônio e obstrução da Justiça, destruindo a narrativa de normalidade apresentada por seus advogados.
Embora a defesa de Jaques Wagner corra para emitir notas protocolares negando qualquer irregularidade e alegando que os negócios eram lícitos, o timing milimétrico das vendas entrega o pânico que tomou conta da cúpula do partido.
O episódio escancara o cinismo de quem discursa sobre ética pública na liderança do governo, mas opera balcões imobiliários relâmpago no instante em que as viaturas da PF estacionam na calçada. O bloqueio determinado pelo STF congelou os tijolos, mas o país agora exige saber para onde voaram os R$ 12 milhões já antecipados ao senador e quantas outras autoridades da base aliada de Lula estão, neste exato momento, correndo para esvaziar cofres e despachar patrimônios antes do próximo amanhecer.
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