Bebê dado como morto “ressuscita” em hospital no interior de SP

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Um bebê de apenas um mês chegou a ser declarado morto após uma parada cardiorrespiratória durante internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal da Santa Casa de Rio Claro (SP). Duas horas após a constatação do óbito, Noah Gabriel da Cruz Santos apresentou sinais vitais.

Uma funcionária da funerária - que havia ido até o hospital recolher o corpo do bebê para encaminhá-lo aos procedimentos de velório e sepultamento - identificou que Noah apresentava sinais vitais e acionou a equipe médica.

"Estamos sem reação, em êxtase. Só contemplando nosso milagre e crendo na obra por completo", afirmou a mãe, Letícia Cristina da Cruz Santos.

A Santa Casa informou que todos os protocolos técnicos e legais para a constatação do óbito foram rigorosamente cumpridos e que não identificou qualquer falha assistencial ou procedimento que pudesse ser revisto diante das evidências existentes no momento da constatação da morte.

Noah nasceu prematuro e com fenda palatina, que é uma malformação congênita caracterizada por uma abertura no céu da boca, que ocorre quando os tecidos não se unem nas primeiras semanas de gestação. Ela afeta a amamentação, a fala, a audição e o desenvolvimento dentário.

Em nota, a Santa Casa informou que o bebê foi encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal logo após o nascimento, em 15 de junho.

Como precisava passar por uma cirurgia em um hospital especializado fora de Rio Claro, ele aguardava transferência, mas apresentou uma piora no estado de saúde e sofreu uma parada cardiorrespiratória, na última quarta-feira (15), quando completava um mês de vida.

A Santa Casa informou que todas as manobras de reanimação cardiopulmonar foram iniciadas imediatamente e conduzidas por aproximadamente 45 minutos, seguindo os protocolos da Sociedade Brasileira de Pediatria. Após as tentativas de reanimação, o óbito foi constatado no fim da tarde.

Após a constatação do óbito, o bebê permaneceu por cerca de uma hora na UTI Neonatal para os procedimentos legais e acolhimento aos pais. Em seguida, foi encaminhado a outro setor para aguardar a retirada do corpo pela instituição escolhida pela família.

Cerca de duas horas após a constatação do óbito, a funcionária da funerária percebeu a presença de sinais vitais e acionou a equipe hospitalar. O recém-nascido foi reavaliado, readmitido na UTI Neonatal e voltou a receber cuidados intensivos.

Na manhã de sexta-feira (17), o bebê foi transferido para o Hospital de Reabilitação de Anomalias Crânio-Faciais da Universidade de São Paulo (USP), conhecido como Centrinho, em Bauru (SP), utilizando uma vaga que já aguardava para continuidade do tratamento.

Segundo a instituição, para muitas pessoas envolvidas, inclusive profissionais e familiares, o ocorrido é compreendido como um "verdadeiro milagre".

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