Matheus Dal'Pizzol

Palpites sobre o oblívio das virtudes

Altruísmo de fachada: Márcia Tiburi gosta mesmo é de dinheiro

Apesar das manchetes desfavoráveis, Márcia Tiburi deve estar muito feliz com os resultados de toda a publicidade gratuita obtida após abandonar o que deveria ter sido um debate na Rádio Gaúcha com o coordenador do Movimento Brasil Livre, Kim Kataguiri: seu “passe” deve ter subido muito entre aqueles que requisitam suas palestras e não se importam em fazer seus ouvidos de penicos. Afinal de contas, como veremos, apesar do discurso “altruísta” - e como todo bom esquerdista -, ela gosta mesmo é de dinheiro.

Como já divulgado por este jornal e detalhado em matéria do Instituto Liberal de São Paulo, a filósofa recebeu mais de R$ 162.306,90  dos cofres públicos desde 2008. Em meio a tantos escândalos de corrupção aos quais, infelizmente, acabamos nos habituando entre milhões e bilhões, o montante soa irrisório, quase um trocado. Mas observemos a questão com mais calma.


Márcia recebeu um montante de R$ 77.000,00 por 7 palestras. Considerando que a elaboração e execução de cada palestra tenham lhe tomado 10 horas, isso resulta em um valor de R$ 1.100,00 POR HORA DE TRABALHO.

Como toda esquerdista, Márcia gosta de frisar em suas palestras a “lógica perversa do capitalismo”, a “exploração do trabalhador” e a “ganância dos empresários”. Ela não tem qualquer problema em monopolizar as virtudes e vender a si e seus comparsas de esquerda como a única alternativa moralmente superior a um “sistema corrupto e inaceitável”.

Agora, caro leitor, quantos empresários ou funcionários ganham R$ 1.100,00 por hora trabalhada? Nem mesmo empresários milionários tem um valor/hora tão alto!

Márcia enche a boca para amaldiçoar as “elites privilegiadas e exploradoras” e exige que as tais elites paguem mais impostos para, segundo ela “diminuir a desigualdade”. Se você discordar disso, não passa de um elitista ganancioso. Você é ganancioso por querer ficar com o dinheiro que produziu e mereceu, mas ela é o ser humano mais altruísta do mundo por exigir que o Estado tire esse dinheiro à força de você para, no fim, PAGAR MAIS DE SUAS PALESTRAS BOÇAIS!

Então, Tiburi recebe o seu dinheiro suado para dar uma palestra em que te chamará de explorador, ganancioso e provavelmente de sonegador. Ora… Sabendo que o dinheiro dos impostos tem esse destino, não é de se admirar que tanta gente sonegue impostos, e fica até difícil lhes tirar a razão.

A pergunta que fica é: quem tira vantagem de uma lógica perversa nesse cenário; O empresário, que está sendo extorquido pelo Estado ou Márcia Tiburi, que usufrui do produto da extorsão?

Também há de se observar que Márcia acredita serem os pobres os que pagam mais impostos no Brasil, argumento com o qual podemos tranquilamente concordar. Mas então qual é a dela, afinal? Sabendo que o dinheiro que recebe do governo vem dos impostos que os mais pobres pagam, ela ainda assim opta por receber ao invés de recusar? Que espécie bizarra de altruísmo abnegado e “consciente” é esse?

Como diz o velho ditado: o dinheiro é facilmente dobrado e facilmente dobra qualquer um.

Matheus Dal'Pizzol

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