Ex-presidente do PSOL é investigado por estupro de crianças autistas
26/07/2026 às 17:12 Polícia
O ex-diretor-adjunto de uma creche municipal de Timon, no Maranhão, Alberto Luiz Freitas Monção, é investigado por suspeita de estupro de vulnerável contra crianças de 2 e 3 anos matriculadas na instituição. Preso no último dia 10 de julho, em Teresina (PI), ele também exerceu a presidência do diretório municipal do PSOL na capital piauiense. As investigações indicam que as supostas vítimas teriam sido, em sua maioria, crianças com transtorno do espectro autista (TEA).
De acordo com a Polícia Civil do Maranhão, durante o cumprimento de mandado de busca na residência do investigado foi localizada uma lista contendo nomes de crianças que, segundo a apuração, seriam possíveis vítimas. Conforme informou o delegado Cláudio Mendes, o documento trazia anotações sobre o grau de autismo de algumas delas, sendo que quase todas eram autistas não verbais.
"Encontramos a lista na casa dele no mês passado. Quase todas eram autistas não verbais", afirmou o delegado.
Segundo a investigação, Alberto Luiz é suspeito de ter abusado de pelo menos 11 crianças atendidas pela creche. O procedimento tramita sob sigilo judicial para preservar a identidade das vítimas e de seus familiares.
As apurações também apontam que imagens do sistema de monitoramento da unidade escolar registraram o então diretor-adjunto conduzindo crianças até um depósito isolado, local que não possuía câmeras de vigilância. A suspeita é de que ele retirava os alunos das salas de aula alegando que buscaria brinquedos ou permitiria o uso de telefone celular.
Inicialmente, Alberto Luiz havia sido colocado em liberdade depois que a Justiça revogou sua prisão preventiva ao considerar que o Ministério Público apresentou a denúncia fora do prazo legal. Poucos dias depois, entretanto, ele rompeu a tornozeleira eletrônica que utilizava. Conforme a Polícia Civil, o investigado foi localizado escondido em uma residência situada no bairro São João, em Teresina.
Após a nova prisão, a Prefeitura de Timon informou a exoneração de Alberto Luiz do cargo. O município também afastou toda a direção da creche e decretou intervenção imediata na unidade de ensino, responsável pelo atendimento de 205 crianças.
Trajetória política
Além de sua atuação na área da educação, Alberto Luiz Freitas Monção também teve participação na política partidária. Em junho de 2013, foi escolhido por consenso para presidir o diretório municipal do PSOL em Teresina. Na época, era apresentado como historiador e militante das causas ligadas aos direitos das pessoas com deficiência e do movimento LGBT. Reportagens publicadas naquele período também informavam que ele havia integrado o PT, partido que deixou em 2004.
Segundo certidão obtida junto à Justiça Eleitoral, Alberto Luiz Freitas Monção ainda consta na composição do diretório municipal do PSOL em Teresina como Primeiro Secretário de Combate às Opressões. Até o momento, não há registro de manifestação pública do partido sobre o caso.
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da Redação