Me digam, por favor, o que faz essa senhora em evento midiático supostamente literário sendo recebida como celebridade, sob os gritos de 'suprema", "diva", "maravilhosa".
Que vergonha eu sinto dessas personagens lamentáveis que confundem o que são em suas insossas vidas privadas com a visibilidade concedida pela função pública que ocupam, ela, no caso específico, no cargo de ministra do Supremo Tribunal Federal, de quem nada deveríamos conhecer, a não ser as sentenças judiciais que profere no recato do seu escritório jurídico, tentando praticar a justiça desejada por todo cidadão que ingressa com sua petição solicitando reparação judicial à mais alta corte de justiça, hoje lançada na lama do descrédito.
O que tem ela a oferecer ao mundo além dos seus préstimos jurídicos para os quais foi escolhida e aos quais deveria se limitar, restrita somente ao mundo do Direito, tentando oferecer ao país o melhor que sua capacidade profissional no mundo das leis pode ofertar a todo aquele que aguarda por justiça para sua reivindicação pessoal lá no mais recôndito lugar onde possa habitar?
Mas não!
Em tempos de celebridades fúteis, cuja maior preocupação é com a imagem supérflua com que se mostram em busca de aplausos que acalmem o vazio das suas almas, o que se poderia esperar é que os mais preparados, os mais elevados de espírito entendessem muito bem o papel que lhes cabem na sociedade em que vivem.
Deveriam ser úteis, realizar o trabalho profissional para o qual a sociedade os designou e retornar para o anonimato das suas vidas comuns.
Por qual motivo se dão tanta importância, a ponto de ter a desfaçatez de participar de rodas de conversa em evento literário que deveria ser ocupado por literatos, e dar seu pitaco insignificante a respeito de tudo e todos?
Me vem à mente o grande pensador Zigmund Bauman, criador de conceitos tais como "Modernidade Líquida" e "Amores Líquidos", que dizia que a vida social se transformou em espetáculo onde todos são astros em busca de audiência.
Poucos sabem ocupar seu lugar no mundo e se deixam levar por vaidades vãs.
A Flip - Feira Literária realizada anualmente na cidade de Parati, em um dia distante do passado tentou realizar a função de enaltecer a literatura e trazer ao público figuras interessantes de escritores que tinham algo a dizer ao mundo da escrita para que se tornassem conhecidos e lidos.
O que faz Carmen Lúcia num evento como esse, que transformou-se em mais um reduto da esquerda militante progressista identitária, em que o que menos interessa são os escritores e os livros que escreveram, e o que mais se vê é o discurso político de uma bolha cansativa, doentia, que a cada dia que passa prova que não deve ser ouvida por ouvidos lúcidos?
Carmen Lúcia sentiu-se à vontade, distribuiu sorrisos, falou a cântaros, posou para fotos, ainda que não seja uma escritora, muito menos possua uma bibliografia de livros escritos que mereçam ser lidos e aplaudidos, gostou, enfim, desse mundinho fútil, onde todos são celebrados por algo que não realizaram.
Enquanto a Ministra se ilude com essas confraternizações em que é usada de maneira oportunista por uma esquerda a quem interessa tê-la como cúmplice ativa de suas teses insanas, há um Brasil que desmorona sob o peso de um governo que muito fala e pouco entrega, liderado por um falastrão que só continua onde está por conta do respaldo que esses ilustres "intelectuais" lhe concedem.
Carmen Lúcia é parte dessa turma.
Eu a olho com desprezo.
Silvia Gabas. @silgabas
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da Redação