Os cadáveres do Tríplex

O caso do tríplex envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ser ainda mais complexo e muito mais grave do que se possa imaginar.

Através de um excelente trabalho de reportagem da Revista IstoÉ veio à tona com maior clareza inúmeros fatos até então obscuros, mas que precisam ser esclarecidos.

De qualquer forma, o caso do tríplex e o envolvimento do PT, provavelmente não se resume a um apartamento de três andares no Guarujá, mas a milhões, muitos milhões de reais, crimes, estelionato, propinas e possivelmente homicídios.

O edifício Solaris pertencia a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), administrada por membros do PT.

Durante a campanha presidencial de 2002, muito dinheiro da cooperativa foi desviado para a campanha de Lula. Após o pleito, João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT e então presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, não dava nenhuma solução para a diretoria do Bancoop sobre a devolução e ressarcimento do dinheiro desviado.

Assim, sem recursos, a cooperativa caminhava para a falência, com todas as suas obras completamente paralisadas e milhares de cooperados reclamando da demora na entrega de seus imóveis.

Foi então que em novembro de 2004, o presidente do Banccop, Luiz Eduardo Saeger Malheiro, acompanhado de dois diretores, foi a um encontro com o próprio Lula, exigir que o partido ressarcisse a cooperativa daquele dinheiro desviado para a campanha, a pedido de João Vaccari Neto. Lula foi ‘intimado’ a resolver o problema.

Após se ver com Lula, quando o presidente do Banccop e os seus dois diretores deixaram o local do encontro num Corsa, ao entrarem numa rodovia, o veículo ficou totalmente desgovernado, colidindo de frente com um caminhão. Morreram os três.

Há quem diga que Vaccari teria comemorado o acidente com um brinde de champanhe na sede do Sindicato dos Bancários. 

Após o acidente, o próprio João Vaccari assumiu a presidência da cooperativa, até quebrá-la definitivamente, com um rombo monstruoso e prejuízo para milhares de cooperados.

O Ministério Público de São Paulo já tem provas de que ao menos R$ 100 milhões foram desviados da Bancoop para campanhas petistas.

da Redação

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