Mais um fato indecente aconteceu sob nossos olhos, filmado e fotografado, com firma reconhecida
01/08/2026 às 10:05 Opinião
O Brasil se tornou um caso "sui generis" de irrealidade onde todos já parecem totalmente acostumados com a situação diária de absurdo, com a indecência normalizada, com a prostituição das instituições, como se normais fossem.
É deveras estranho essa acomodação antiquíssima de um povo que simplesmente não se importa.
Tiram-lhe o coro e ele grita um obrigado àquele que o escalpelou e esse deixa prá lá vai sendo transferido de geração em geração, tal como na música do sambista que cantava alegremente:
-Deixem que digam, que pensem, que falem, deixe isso pra lá, vem pra cá, o que é que tem, eu não estou fazendo nada, você também...
Melhor deixar como está, fazer o que, trazemos a frouxidão no DNA, dizem todos entre uma cervejinha e outra, "ai que vida boa, lerê, ai que vida boa, lará, o estandarte do sanatório geral vai passar".
Eu não me acostumo e pretendo não me acostumar jamais.
O dia em que achar normal a indecência, pedirei eu mesma que me internem de forma compulsória em alguma instituição onde a loucura é recebida de braços abertos.
Por aqui, em terras brasileiras, o mais correto seria internar grande parte da população, já que muitos já não distinguem entre a insanidade e a razão, nem conseguem compreender que em nome da ciência e da democracia, poderes absolutos vão surgindo e esmagando suas vidas, suas palavras, sua cidadania, sua liberdade.
Ninguém se importa.
Esta semana mais um fato indecente aconteceu sob nossos olhos, filmado e fotografado, com firma reconhecida:
Ao término de uma reunião no Palácio do Planalto, onde se encontraram para sabe-se lá o que, o descondenado de Garanhuns, esquecido da sua função de Presidente da República e Chefe do Executivo, dirige-se a um Ministro do Supremo Tribunal Federal como amigos íntimos e o convida para um café, assim, sem maiores cerimônias, sem protocolos, como mera casa de mãe joana, com um Moraes simbolicamente curvado diante de Lula, em imagem de subserviência, como o grande artífice que levou o cachaça-mor de volta ao Planalto e destruiu, prendeu, perseguiu, exilou, torturou milhares de cidadãos inocentes cujo único crime foi se colocar frontalmente contra o retorno desse que agora o convida para um cafezinho entre cúmplices de um esquema que há de ser desmascarado em tempo hábil antes que todos nós viremos pós de estrelas.
Vamos tomar um café....
Uma frase simples, aparentemente inocente, mas que é a prova inconteste da cumplicidade aterradora existente no Sistema que manda no país, e não deixará, em hipótese alguma, que a palavra Bolsonaro seja pronunciada como vencedora do próximo pleito em Outubro.
Moraes está a postos, mais uma vez, para destruir tudo e todos que atravessarem o caminho do seu amigo com quem toma um cafezinho simpático nas dependências do Palácio.
Amigos para sempre.
Por conta da ousadia desses dois e da nossa covardia ancestral, estamos condenados a sermos eternos joguetes nas mãos de um Sistema que brinca com as nossas esperanças, e se prepara para mias uma vez destruir o que resta de uma oposição. que tenta virar o jogo.
Tudo em nome de uma suposta Soberania e da defesa de uma incólume Democracia.
Me engana que eu gosto.
Silvia Gabas. @silgabas
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da Redação