PF não completa o “drible da vaca” e nova crise institucional atinge o STF

Ler na área do assinante

A PF tentou dar um drible da vaca no caso Lulinha para tirar o inquérito da relatoria de André Mendonça. A PGR concordou com a redistribuição, e Alexandre de Moraes determinou novo sorteio. Mas o carma entrou em campo: o caso caiu novamente nas mãos de Mendonça, disse acertadamente a jornalista Vera Magalhães.

Assim, os bastidores do Supremo Tribunal Federal foram atingidos por uma forte crise institucional após mais esse episódio. Magistrados da corte avaliam que houve uma articulação ensaiada entre a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República e o ministro Alexandre de Moraes para tentar retirar o caso das mãos do ministro André Mendonça.

A controvérsia expõe o acirramento de ânimos no tribunal e o desgaste público entre o gabinete de Mendonça e o diretor geral da PF.

A nova investigação apura suposto tráfico de influência no mercado de canabidiol medicinal, tendo como origem provas coletadas na Operação Sem Desconto, que apurava fraudes no INSS.

 Para os ministros críticos da condução do caso, a nova apuração deveria ter sido encaminhada diretamente a André Mendonça por prevenção, dada a nítida conexão com o material sob sua guarda. No entanto, a Polícia Federal apresentou o pedido de abertura de inquérito no dia vinte e cinco de julho, justamente no período em que Alexandre de Moraes exercia o plantão da presidência da corte, o que levantou suspeitas internas de que a corporação esperou deliberadamente uma troca no plantão para evitar decisões do ministro Edson Fachin.

Após receber o requerimento da Polícia Federal, Alexandre de Moraes submeteu o pedido à Procuradoria-Geral da República. O procurador-geral, Paulo Gonet, referendou a tese dos investigadores de que os supostos novos crimes eram autônomos e independentes da apuração original.

Com o aval do Ministério Público, Moraes autorizou que o caso fosse submetido a uma distribuição livre por sorteio eletrônico, desconsiderando a dependência do relator original. Por uma ironia do sistema do tribunal, o sorteio acabou selecionando o próprio André Mendonça, frustrando o que a ala crítica classificou como uma tentativa de drible processual.

Um recado para nossos assinantes: MUITO OBRIGADO! É com a sua ajuda que conseguimos continuar nessa árdua batalha.

Você que ainda não é um assinante, considere essa possibilidade. O valor é muito baixo - apenas R$ 19,90 mensais, que fazem toda a diferença no JCO. Para assinar é muito simples, basta clicar no link: https://assinante.jornaldacidadeonline.com.br/apresentacao

SEU APOIO É MUITO IMPORTANTE! CONTAMOS COM VOCÊ!

da Redação Ler comentários e comentar